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Coluna da Maga

Magali Moraes: mães e limites

Colunista escreve às segundas e sextas-feiras no Diário Gaúcho

07/05/2026 - 15h16min

Atualizada em: 08/05/2026 - 05h00min


Diário Gaúcho
Diário Gaúcho
Fernando Gomes/Agencia RBS
Magali Moraes

Como pode uma palavra conhecida como “Limite” mudar tanto de significado ao longo dos anos? Isso dentro da maternidade. Já é quase Dia das Mães, e estamos sempre querendo evoluir nesse cargo vitalício e desafiador. Quando os filhos são pequenos, a gente ensina, educa, impõe e cobra limites. Depois que eles crescem e se tornam adultos, o jogo vira. É a nossa vez de reaprender como agir, até onde ir, o que falar, até que ponto interferir. Se fosse fácil, não seria tão sensacional ser mãe.

Hoje em dia se fala muito em maternar, um verbo recente que ganhou força pra traduzir tudo aquilo que envolve a criação de um filho. A questão é que a gente nunca para de maternar. Não porque enxergamos eles sempre pitocos e necessitando de cuidados que só nós podemos dar. E sim porque a maternidade entra por nossos poros, se mistura à corrente sanguínea, gruda nos neurônios, cola por dentro e por fora, se torna algo tão automático quanto respirar. Somos mães pra sempre.

Semancol

Até aí, tudo bem. Mas é preciso respeitar os limites de ambos os lados. Haja intuição, sensibilidade e Semancol (jovens, pesquisem) pra uma mãe se manter relevante na vida dos filhos. Não faz tanto tempo assim, eram eles esperneando por salgadinhos no supermercado. A gente piscou, e agora quem quer chamar atenção impondo as suas vontades somos nós. Opa. Depois que os filhos crescem e ganham asas, temos que recolher as nossas. Dar amor, dar espaço.

Mãe não tem prazo de validade. Então precisamos nos adaptar às novas fases e necessidades dos filhos. Um dia de cada vez, errando e aprendendo, querendo evoluir. Rafinha e Fabinho, sigo tentando ser uma mãe melhor, uma mão na roda, um mar de amor, escuta e colinho. Às vezes, limites se confundem com cuidados, exageros fazem parte do maternar não importa a idade. Obrigada por serem o meu Norte. Pra todas as mães, feliz domingo! Pra minha, te amo e te admiro, mãezinha!

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