EntreVilas
Na zona leste da Capital, Galpão Cultural celebra nova fase
Nas sextas-feiras, o colunista Émerson Santos escreve sobre educação, cultura, inovação e toda a diversidade presente nas comunidades


É motivo de comemoração quando um espaço cultural se fortalece e amplia a sua atuação. Em se tratando de projetos inseridos nas periferias da cidade, isso ganha um peso a mais. Instituição que surgiu há seis anos na zona leste da Capital, o Galpão Cultural Casa do Hip Hop deu um passo importante em sua trajetória: inaugurou a sua nova sede.
Antes em um imóvel de 60 m², passa a ocupar o número 619 da Rua São Guilherme, no bairro São José, que conta com área de 550 m². No novo espaço, os inúmeros projetos desenvolvidos no Galpão ganham uma estrutura que permite “potencializar ainda mais as atividades”, resume a galera que lá atua.
Alguns dos espaços que inauguraram são a Sala de Percussão Maria Mandela, voltada à musicalidade e à expressão coletiva; a Biblioteca Martin Luther King, espaço de leitura, pesquisa e formação crítica; e um estúdio de 50 m², dedicado à produção artística e musical.
Formação
A instituição nasceu com o objetivo claro de ampliar o acesso à cultura nas periferias.
A partir disso, tem uma importante atuação que busca fortalecer a identidade e a criatividade da juventude da comunidade. E a principal ferramenta para isso é a educação.
— A gente está mudando o território — resume Negra Jaque, referência do rap gaúcho que está à frente do Galpão.
A instituição atende hoje 86 crianças, mas a procura só aumenta. O trabalho desenvolvido lá tem como carro-chefe as oficinas focadas nos quatro elementos do hip hop: DJs, MCs, breaking e grafite. Mas não para por aí. Também há aulas de percussão, capoeira, fotografia, violão e alfabetização digital.
— Ocupar esse tempo de ócio das crianças, para evitar que elas se envolvam com violência ou até com outras coisas erradas. As aulas também ajudam a diminuir os preconceitos sobre a cultura hip hop, que ainda é muito marginalizada, tem muitos preconceitos. Então, só de eles entenderem que é uma cultura cidadã, que prega uma cultura de paz, já cumpre a nossa tarefa — destaca Jaque.
E se liga que as inscrições para as oficinas estão abertas. Quem desejar participar, pode chamar o pessoal no Instagram.
Silvia e o seu mundo de vidro

Hoje a coluna também apresenta o trabalho de uma pequena empreendedora que atua na zona sul da Capital. Silvia Rocha mora no Lami e é proprietária do Mundo em Vidro (Rua João Carlos da Costa Silva, 34), onde fabrica terrários artesanais.
— O meu negócio começou em um momento de necessidade, quando eu estava desempregada e logo que me separei — conta.
Um ponto legal de seu trabalho é que a reciclagem se destaca nas peças. Os vidros que ela utiliza são reaproveitados.
Espia o Instagram dela. Por lá, divulga as obras e compartilha novidades.