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 Violência animal

Protesto na Redenção pede justiça pelo cachorro Branquinho, morto com golpes de picareta

Ativistas da causa animal cobraram medidas mais duras para quem comete maus-tratos; suspeita do crime chegou a ser presa, mas solta no dia seguinte

09/05/2026 - 14h17min


Guilherme Milman
Guilherme Milman
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Guilherme Milman/Agência RBS
Manifestantes se reuniram em frente ao Monumento ao Expedicionário.

Ativistas realizaram um protesto na manhã deste sábado (9), no Parque da Redenção, em Porto Alegre, contra a violência animal. O ato ocorre após a repercussão caso do cachorro Branquinho, morto a golpes de picareta.

Dezenas de pessoas estiveram por mais de uma hora junto ao Monumento ao Expedicionário com balões e cartazes pedindo justiça e cobrando penas mais duras a quem comete maus-tratos e violência animal.

O branquinho é só mais uma gota. Os números têm crescido absurdamente. É toda semana. Nessa semana, tivemos também a questão de um cavalo que foi chutado na cara. Estamos lutando pra tentar reverter essa situação.

RENATA ZANARDI

Uma das organizadoras do protesto

Os manifestantes ainda realizaram uma caminhada no entorno do Espelho D’água.

A suspeita de matar Branquinho

A suspeita de matar o cachorro Branquinho com golpes de picareta foi presa em flagrante na segunda-feira (4) por maus-tratos contra 35 animais. Na terça(5), ela foi solta após audiência de custódia por determinação da Justiça.

A suspeita é Casia de Souza Zatti, 32 anos, bombeira civil e atuante na área de enfermagem. Em nota publicada nas redes sociais, o Corpo de Bombeiros Militar (CRBM/RS) do Rio Grande do Sul, afirmou que Casia "não integra os quadros da corporação", "não possuindo qualquer vínculo funcional, institucional ou administrativo" com o CRBM. Em manifestação pública, o Conselho Regional de Enfermagem (Coren-RS) reforçou o posicionamento contrário a qualquer tipo de violência, crueldade ou desrespeito à vida.

O caso

Câmera de segurança/Reprodução
Mulher arrasta o cachorro pela coleira e desfere golpes.

O crime aconteceu em novembro do ano passado, no bairro Aparício Borges, na zona leste da Capital, e ganhou repercussão nas redes sociais após a divulgação de imagens que mostram o momento em que o cãozinho é agredido na cabeça com uma picareta. O caso está em investigação pela Polícia Civil.

Segundo a Polícia Civil, imagens de câmeras de seurança mostram a mulher arrastando o cachorro pela coleira e desferindo dois golpes com uma picareta contra a cabeça do animal. A agressão teria ocasionado na morte do cão.


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