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Enfermaria e UTI 

Internações por doenças respiratórias crescem mais de 12% em uma semana em Porto Alegre

Foram 329 internações por doenças respiratórias entre 1º e 7 de junho. Entre adultos, o aumento chegou a 16,5% em relação à semana anterior

10/06/2026 - 10h08min


Airton Lemos
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André Ávila/Agencia RBS
Na semana anterior, haviam sido contabilizadas 293 hospitalizações.

As internações por quadros respiratórios aumentaram 12,3% em Porto Alegre na comparação entre as semanas de 25 a 31 de maio e de 1º a 7 de junho, segundo dados da Secretaria Municipal da Saúde.

No período mais recente, foram registradas 329 internações de adultos e crianças em leitos de enfermaria e UTI por doenças respiratórias. Na semana anterior, haviam sido contabilizadas 293 hospitalizações.

O crescimento foi mais expressivo entre os adultos. As internações em enfermaria e UTI passaram de 139 para 162 pacientes, alta de 16,5%. Entre crianças e adolescentes, os registros aumentaram de 154 para 167 internações, crescimento de 8,4%.

Os dados se referem a pacientes que precisaram permanecer internados em leitos de enfermaria e UTI por problemas respiratórios. Esse indicador é diferente da procura pelas emergências, que funcionam como porta de entrada dos hospitais para avaliação, exames e observação dos pacientes.

Emergências 

A pressão sobre a rede de saúde também aparece nas emergências. No início da noite desta terça-feira, o Hospital de Clínicas registrava 125 pacientes para 46 vagas na emergência adulta. Na Santa Casa, eram 59 pacientes para 28 vagas operacionais. Já no Hospital Conceição, 84 pessoas eram atendidas em uma estrutura projetada para 51 vagas.

Diante da alta procura, Hospital de Clínicas , Santa Casa e Conceição orientam que pacientes com sintomas leves procurem inicialmente unidades básicas de saúde e pronto atendimentos, reservando as emergências para situações de maior gravidade.

O aumento das internações ocorre em um período de maior circulação de vírus respiratórios no Estado. O mais recente boletim InfoGripe, da Fiocruz, aponta que o Rio Grande do Sul está entre os estados com tendência de crescimento dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave nas últimas seis semanas. O levantamento associa esse avanço principalmente ao Vírus Sincicial Respiratório (VSR), além da Influenza A e do rinovírus.

Porto Alegre também aparece entre as capitais com nível de atividade em alerta, risco ou alto risco para SRAG. Um novo boletim do InfoGripe, com dados atualizados sobre a circulação dos vírus respiratórios no país, deve ser divulgado pela Fiocruz ainda nesta semana.

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