Coluna da Maga
Magali Moraes e o fuso confuso
Colunista escreve às segundas e sextas-feiras no Diário Gaúcho


Meu filho e minha nora voltam hoje pro Brasil depois de três semanas no Japão e na Coreia do Sul. Foi uma viagem super bacana de acompanhar à distância, com as facilidades tecnológicas modernas como wi-fi até nos voos (WhatsApp a mil em pleno oceano) e apps de tradução simultânea. Ao contrário do que se imagina, a maioria dos locais não fala bem inglês. Mas isso era um perrengue diário dos viajantes. Por aqui, o que rendeu assunto (e risadas) foi o fuso confuso.
Doze horas: parece fácil essa equação. Nove da noite em Tóquio ou Seul, nove da manhã em Porto Alegre. Durante a nossa tarde, as mensagens, fotos e áudios paravam por completo porque a dupla estava dormindo. Então a comunicação entre nós acontecia ou após acordar ou antes de dormir. Simples, né? Nem tanto. Vivendo a rotina normal em terras brazucas, eu me confundia nos horários e estava sempre atrasada ou adiantada em relação às programações deles lá.
Viajandona
Virou piada no grupo da família. “O que fizeram amanhã?” “O que vão fazer ontem?” O tempo verbal errado, o fuso confuso, a viajandona era eu. Pra completar, quando eles postavam algo nas redes sociais, nunca era em tempo real. O que é certíssimo, aliás. Viver primeiro e postar depois. Mas isso ajudava a confundir ainda mais a situação. Eu me sentia o próprio meme da Renata Sorrah fazendo contas imaginárias e perdidona. A Nazaré Confusa com o fuso.
Do que a gente conseguiu acompanhar, só uma certeza: foi uma viagem inesquecível. Teve até pedido de casamento com o Monte Fuji ao fundo. Teve muita coisa que eles já nos contaram e vão ter que repetir de novo, com mais riqueza de detalhes. Entre parques, templos e palácios, pontos turísticos e lugares desconhecidos, cenários de doramas, Pokémons e show de k-pop, outra certeza: esses dois vão precisar descansar primeiro e relembrar depois. Bem-vindos, amores!