Coluna da Maga
Magali Moraes e o uniforme social
Colunista escreve às segundas e sextas-feiras no Diário Gaúcho


A Copa do Mundo começa nesta quinta, 11 de junho, e sigo de olho em tudo que não é sobre futebol. Um assunto que chamou a atenção no tribunal das redes sociais e também nas notícias relacionadas foi o look dos jogadores. Não o que eles vão usar em campo, mas o uniforme social: o que vestem nas viagens para os países-sede e compromissos oficiais. Nem adianta conferir no VAR, que foi gol contra. Rendeu uma seleção de memes criticando a falta de graça e a oportunidade perdida.
Lembra dos Jogos de Invernos na Itália? Nossa delegação arrasou no desfile de abertura com looks modernos e autênticos que traziam uma forte identidade visual do Brasil. Quando o esquiador Lucas Pinheiro abriu sua jaquetona puffer com a bandeira estampada na parte de dentro, a síndrome de vira-lata desapareceu, todos nós sentimos orgulho das nossas cores. Foi um sopro de representatividade, moda e elegância. Nunca o Brasil combinou tanto com a neve.
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Agora volta pro look azul hospitalar da Seleção. Não é só uma roupa. Tudo é parte de como comunicamos a nossa imagem pro resto do mundo. Faz parte do jogo. O que fizeram os brasileiros criativos, que não se sentiram representados? Com a ajuda da IA, desenharam uniformes incríveis, chiques e cheios de ziriguidum. Até agora não vi nada inspirado no Caramelo, o vira-lata que é fenômeno cultural e afetivo do país, reconhecido mundo afora. Fica a dica pros estilistas da internet.
Por sorte, na vida real os uniformes sociais não são tão criticados. O vestido preto que salva a pátria em dias de festa. O mesmo terno de sempre, alugado ou não. Sem falar nos uniformes do dia a dia, como a calça jeans que já anda sozinha, a bolsa estropiada, o tênis encardido. Quem trabalha remoto cria os piores looks em nome do conforto. Estamos em casa, vale tudo. E que não precise abrir a câmera em reunião. Se a Seleção fizer bonito nos jogos, ninguém mais fala de roupa.