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Influenza

Mesmo com doses disponíveis e gratuitas, mais de metade do público prioritário não se vacinou contra a gripe no RS

Cenário mais preocupante é das crianças: apenas 36% foram vacinadas, sendo que a meta é de 90%. Antes mesmo do inverno, influenza já provocou a morte de 126 pessoas no Estado em 2026

18/06/2026 - 16h16min


Gabriela Plentz
Gabriela Plentz
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Mateus Bruxel/Agencia RBS
Emergências hospitalares estão lotadas e tendem a ser mais pressionadas em razão da baixa vacinação.

A cobertura vacinal contra a gripe no Rio Grande do Sul segue longe de atingir a meta para os grupos prioritários. Até esta quarta-feira (17), apenas 48% do principal público-alvo havia tomado o imunizante. O objetivo é aplicar a vacina em 90% dos idosos, crianças e gestantes.

Desde o início da campanha nacional de vacinação, em 28 de março, as doses são gratuitas para integrantes dos grupos prioritários nas unidades de saúde da rede pública. Porém, desde o dia 31 de maio, elas também estão disponíveis para o público geral.

Segundo o painel de monitoramento do Ministério da Saúde, o cenário mais preocupante é das crianças: 36% foram vacinadas. Neste ano, foram registradas 1.478 internações por influenza no Estado, sendo 24% de crianças menores de 5 anos e 47,3% de pessoas com mais de 60 anos.

População em risco

O influenza já matou 126 pessoas no Rio Grande do Sul em 2026. Esse cenário evidencia o impacto da baixa cobertura vacinal nos grupos mais vulneráveis, além de sobrecarregar os serviços de saúde

— A gente está ainda em ascensão com relação ao número de casos. A baixa cobertura vacinal, aliada aos dias de mais frio e a chegada do inverno, nos coloca em risco, e a gente precisa que a população realmente perceba esse risco — aponta Roberta.

Mesmo com a ampliação da vacinação desde o final de maio, a Secretaria Estadual da Saúde não percebeu um aumento da busca pela imunização nos postos. Uma nova remessa de 420 mil doses foi distribuída aos municípios nesta terça-feira (16). 

Embora a influenza possa acometer pessoas de todas as faixas etárias, crianças, gestantes e idosos acabam apresentando maior risco para o desenvolvimento de formas graves da doença, ocorrendo, então, hospitalizações e óbitos

ROBERTA VANACOR

Chefe da Divisão de Vigilância Epidemiológica do Centro Estadual de Vigilância em Saúde

Ao todo, o Ministério da Saúde já repassou 84% dos lotes previstos para o Rio Grande do Sul, somando cerca de 4 milhões de imunizantes. Desses, cerca de 2,7 milhões foram aplicados. 

Cenário na Capital

Em Porto Alegre, a cobertura vacinal dos grupos prioritários está em 56%. Apenas 39% das crianças tomaram o imunizante. Entre as gestantes, a taxa é de 54%, enquanto nos idosos chega a quase 60%.

Até maio, os imunizantes ministrados por dia variaram entre 2.500 e 4.500. A procura chegou a aumentar no início de junho, quando foi aberta a vacinação para o público em geral, chegando a 10 mil. Nos últimos dias, porém, as aplicações voltaram a estabilizar próximos à média anterior.

Segundo o painel da Secretaria Municipal da Saúde, as principais emergências de leitos adultos de alta complexidade seguem superlotadas: 169% da capacidade no Conceição, 250% no Clínicas, 196% na Santa Casa e 800% no São Lucas. Já os leitos pediátricos apresentam 107%, 93% e 75% de ocupação.

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