História para contar
Pneu furado, falta de gasolina e cama adaptada: a saga do gaúcho que foi para a Copa do Mundo de fusca
Sem ingressos para os jogos do Brasil, o Guilherme Martin pretende acompanhar as partidas ao lado de brasileiros nas fan fests
Com um Fusca 1971 e um sonho. Foi assim que o porto-alegrense Guilherme Martin, 34 anos, decidiu viajar até os Estados Unidos para acompanhar a Copa do Mundo 2026.
Ele deixou a capital gaúcha no dia 2 de março. Percorreu 14 países, com uma travessia de barco no caminho, até chegar em Nova Jersey, palco da estreia do Brasil no Mundial.
— Na estrada tive alguns problemas. Na Argentina, passei em um buraco, e os dois pneus traseiros rasgaram. Eu só tenho um estepe. Por sorte, passou um casal de Cachoeirinha. Eles que me ajudaram a erguer o carro e arrumar o pneu. Eles levaram um pneu para uma borracharia e voltaram. Depois segui viagem — contou.
Percorrer grandes distâncias de carro não é novidade para o criador de conteúdo. Ele já faz viagens com o fusca para acompanhar jogos do Grêmio desde 2024. Mesmo assim, não esperava tantos percalços.
— Perdi os freios na Colômbia. Eu pisava no freio e o carro continuava andando e parava devagar. No Panamá a caixa de câmbio quebrou. Fiquei quatro dias tentando arrumar. Na Guatemala bateram no fusca, emperrou o para-choque e eu não conseguia abastecer. Por sorte, foram problemas que deu para arrumar — agradeceu.
Sem ingressos para os jogos do Brasil, o gaúcho pretende acompanhar os jogos ao lado de brasileiros nas fan fests.
Para economizar, ele dorme no próprio fusca, onde adaptou uma cama no lugar do banco do passageiro.
— Eu costumo parar em postos de gasolina. Tomo banho no posto e durmo no Fusca, que é bem confortável — resumiu.
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