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Em lar temporário

"Querido" e "ativo": entenda a história de Dudu, cachorro sem duas patas que foi resgatado durante prisão de ex-secretária de Canoas

Cão não tem parte das pernas dianteiras devido às condições em que foi encontrado na rua. Segundo "dinda" do animal, Paula Lopes buscou o tratamento para ele

18/06/2026 - 16h11min


Isadora Garcia
Isadora Garcia
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Ronaldo Bernardi
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Serelepe sobre as duas patas traseiras, com olhar atento a quem se aproxima e carinhoso assim que sente confiança: assim é Dudu, cachorro que foi resgatado pela Polícia Civil da casa de Paula Lopes, ex-secretária de Bem-Estar Animal de Canoas presa por estelionato na segunda-feira (15).

Segundo os policiais, o animal apresentava sinais de maus-tratos e era utilizado para arrecadação de recursos.

Já conforme relato da advogada Renata Zanardi, 55 anos, dinda de Dudu, o pet estava "bem cuidado"

— Isso que vocês estão vendo foi sempre o que eu vi quando ele veio aqui, sempre ativo. 

Dudu não tem parte das duas patas da frente devido às condições em que foi encontrado na rua (entenda abaixo) — segundo Renata, Paula quem buscou o tratamento para o animal. 

Na terça-feira (16), um dia após ter sido retirado do local onde morava, Dudu foi levado por Renata para um "dia da beleza": o cão tomou banho, teve as unhas cortadas e recebeu massagem.

Como Dudu foi apadrinhado?

O cachorro foi resgatado na rua em dezembro do ano passado, após um atropelamento, ficando com as duas patas dianteiras prejudicadas. O animal precisou ter parte das patas dianteiras amputados.

Renata diz ter visto uma postagem de Paula Lopes no Instagram sobre a situação do cachorro, quando decidiu apadrinhá-lo em janeiro

Na história da advogada, que é protetora e atuante em prol da defesa do direito dos animais, Dudu não é o único pet: ela tem pelo menos outros quatro em casa e cuida de cerca de 50 cães e gatos na região das Ilhas, na Capital. 

Apesar de acostumada com o cuidado aos animais, Renata se comove ao destacar que "Dudu é especial":

— Resgatamos um monte, mas tem uns que "sempre ficam mais" — referindo-se ao fato de que o cão a marcou.

Desde que passou a ser dinda do cão, a advogada afirma ter fornecido, principalmente, ração e cobertas, além de ter providenciado uma cadeirinha para auxílio na mobilidade. Quando Paula ia buscar os itens, o cão também visitava a dinda.

O Dudu é um querido, desde que veio aqui na primeira vez — descreve Renata.

Para onde vai o cachorro?

Segundo Renata, mesmo com parte das patinhas da frente amputadas, Dudu é ativo, feliz e gosta de brincar com outros animais.

No dia a dia, o cachorro precisa usar um cone no pescoço para que não fique lambendo o que restou das patinhas, que ainda estão em processo de cicatrização.

— Ele mexe se eu tirar esse cone dele. Isso dificulta a cicatrização. Para quem fez essa cirurgia em final de dezembro, ele se recuperou muito bem, tem uma recuperação rápida, só que ele fica mexendo, fica coçando — esclarece Renata.

Com base no que conversou com veterinários, ela estima que o cachorro tenha entre dois e três anos

Dudu possui uma cadeirinha — quase como um carrinho — à disposição desde abril. Mas não é um grande fã: quando é colocado nela, tenta sair.

A dinda conta que planeja fazer uma campanha para conseguir próteses para ele:

Daí vai ficar 100%. Se já voa com duas, imagina com as quatro.

RENATA ZANARDI

Dinda de Dudu

O futuro do pet ainda é incerto. Por ora, Renata é a responsável por ele.

Segundo ela, Dudu não pode ser colocado para adoção pelo menos até o momento. No dia a dia, costuma passar os dias na casa de Renata ou na de uma amiga, onde também brinca com outros pets.

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