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Vazamento revolta moradora de Esteio:  "Tantos lugares sofrendo com a falta d’água. E aqui, esse descaso, esse desperdício"

Mesmo após diversas tentativas de contato e visitas da Corsan Aegea, comunidade não conseguiu ver o problema solucionado

19/06/2026 - 15h54min

Atualizada em: 19/06/2026 - 15h57min


Breno Bauer*
Breno Bauer*
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Anglatenária Marques/Arquivo pessoal

Por cerca de dois meses, Aglantenária Marques, 56 anos, via, na rua de sua casa, o desperdício de água limpa. A moradora da Rua 24 de Agosto, em Esteio, na Região Metropolitana, entrou em contato com o Diário Gaúcho para denunciar o vazamento de água de um hidrante da Corsan Aegea — equipamento utilizado por bombeiros em situações de emergência e pela própria companhia de água para limpeza de canos

Ela relata que o problema começou depois que a Corsan utilizou o hidrante para um serviço. Ele ficou vazando desde então. Nesta quinta-feira (18), depois do contato do Diário Gaúcho, equipes da companhia estiveram no local e, conforme comunicaram à reportagem, realizaram a manutenção do hidrante.

Uma série de visitas

Na última quarta-feira (17), um técnico da Corsan esteve no local e informou que encaminharia a demanda à chefia. O problema, segundo Aglantenária, é que visitas como essa já haviam ocorrido outras vezes desde que Mauro Marques, seu marido, entrou em contato com a Corsan Aegea por meio do telefone disponível no site da empresa. 

Anglatenária Marques/Arquivo pessoal
Todas as tentativas de manutenção terminavam com o funcionário “tirando foto e mandando para a chefia”

— Eu me sinto revoltada. Não tens noção de como é ver aquela água correndo ali dia e noite. Tantos lugares sofrendo com a falta d’água. E aqui, esse descaso, esse desperdício. É um abuso — diz a moradora de Esteio. 

— Estou reutilizando água para conter a alta na conta, mas eles não estão nem aí para o que acontece ali — pontua.

Aglantenária diz que a Corsan havia tentado solucionar o problema anteriormente, mas as poças de água continuavam se formando e desaguando em um bueiro próximo dali. Foi a partir disso que ela e o marido começaram a entrar em contato com a empresa. Porém, todas as tentativas de manutenção terminavam com o funcionário “tirando foto e mandando para a chefia”

— Eles enviaram um profissional, que chegou aqui e informou que estava atendendo ao pedido registrado. Ele abriu a tampa que fica na calçada e tentou fechar o registro, mas não conseguiu. 

Como não houve retorno, ela começou a chamar funcionários que encontrava na rua.

— Alguns até tentavam resolver, mas afirmavam que era necessário substituir uma peça. Por isso, o caso era novamente encaminhado à chefia. Passado mais de um mês, outro funcionário veio ao local. Ele informou que estava atendendo a um pedido registrado na Corsan, o mesmo protocolo aberto por nós. Ele abriu a tampa, tentou fechar o registro, não conseguiu, tirou fotos e informou mais uma vez que encaminharia o caso.

Reparo após contato

O Diário Gaúcho entrou em contato com a Corsan Aegea na tarde de quinta-feira e cobrou explicações pela demora para resolver a situação. Cerca de duas horas depois, Aglantenária relatou que, após duas tentativas, equipes da empresa estiveram no local para finalizar a manutenção. A moradora informou também que foi prometido que, hoje, um funcionário retornaria ao local para se certificar se, de fato, o vazamento tinha sido resolvido.

Em nota enviada à reportagem, no fim da tarde de quinta, a Corsan afirmou que o hidrante havia sido consertado e esclareceu que se tratava “de um vazamento de pequeno porte, sem efeitos no abastecimento de água no local”. 

À noite, porém, Aglantenária voltou a contatar a reportagem para informar que o hidrante estaria vazando novamente.


*Com orientação e supervisão de Émerson Santos



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