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Bairro de Porto Alegre terá comportas ligadas ao Arroio Dilúvio para evitar que água retorne de bueiros durante cheias 

Dois pontos da Avenida Ipiranga receberão as estruturas até o final de agosto

16/07/2026 - 09h58min


Ian Tâmbara
Ian Tâmbara
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Ian Tâmbara/Agencia RBS
Primeiro trecho a receber as intervenções fica próximo do cruzamento com a Avenida Érico Veríssimo.

O bairro Azenha, em Porto Alegre, terá comportas em sua rede de drenagem urbana para evitar alagamentos e o retorno da água dos bueiros em épocas de cheia. Dois pontos da Avenida Ipiranga receberão as estruturas ligadas diretamente ao Arroio Dilúvio até o final de agosto. 

O primeiro trecho a receber as intervenções fica próximo do cruzamento com a Avenida Érico Veríssimo, onde passa uma galeria pluvial com 600 milímetros de diâmetro. Depois, será a vez da esquina com a Avenida João Pessoa, junto ao Hospital Ernesto Dornelles.  

O serviço é de responsabilidade do Departamento Municipal de Água e Esgotos (Dmae), que aponta que o objetivo principal visa impedir o retorno da água do Dilúvio pelas tubulações durante episódios de cheia.  

Imagem gerada por IA/Reprodução
Serviço é de responsabilidade do Dmae.

O sistema funciona por meio da instalação de uma comporta na tubulação que liga a rede de drenagem ao Arroio Dilúvio. Em condições normais, a estrutura permanece aberta, permitindo que a água da chuva escoe naturalmente para o arroio.  

No entanto, quando o nível do arroio sobe durante uma cheia ou chuva de grande volume, a comporta é fechada para impedir que a água retorne pelas galerias pluviais e provoque alagamentos nas áreas mais baixas.  

Como o fechamento da comporta interrompe o escoamento natural da água da chuva, o Dmae prevê a construção dos chamados "poços de visita". Essas estruturas servirão como pontos de acesso para a instalação de bombas móveis, que serão acionadas sempre que necessário para retirar a água acumulada na rede e lançá-la diretamente no Arroio Dilúvio. 

Sistema definitivo 

Ian Tâmbara/Agencia RBS
Estruturas servirão como pontos de acesso para a instalação de bombas móveis.

A ideia de utilizar bombas móveis é considerada uma solução provisória até que um sistema de bombeamento fixo seja montado. Atualmente projetos para a conexão definitiva dessas redes às Estações de Bombeamento de Águas Pluviais (Ebaps) 12, 13, 14, 15 e 16 estão em fase de elaboração de projeto. 

A previsão é de que as licitações para contratar os projetos executivos das obras sejam abertos até o fim do primeiro trimestre de 2027. O investimento estimado é de até R$ 155 milhões.

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