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Defesa Periférica

Coletivo leva orientação jurídica gratuita às periferias da capital

Criado por advogadas oriundas da periferia, coletivo atende populações de Porto Alegre. Entre as principais demandas estão acesso à saúde e vagas em creches.

31/07/2026 - 13h13min


Gabriel Vieira*
Gabriel Vieira*
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Defesa Periférica/Divulgação
Grupo se propõe a facilitar o acesso das pessoas à Justiça

As famílias que vivem nas periferias das cidades enfrentam uma série de dificuldades no acesso a serviços e direitos básicos. Foi a partir dessa realidade que surgiu, em 2023, o Defesa Periférica, um coletivo criado pelas advogadas Gabriela Jardim e Isadora Trajano. Elas decidiram utilizar sua formação em Direito para aproximar a população periférica do acesso gratuito à Justiça

Karoline da Silva Silveira, integrante do coletivo, conta que a experiência de vida das fundadoras e dos participantes foi essencial para a criação do coletivo.  

– Após se formarem e terem vindo de comunidades periféricas também, a Gabriela e a Isadora entenderam que precisavam devolver esse conhecimento que tinham adquirido para as comunidades – lembra.  



Nesse sentido, o grupo auxilia a população a solucionar questões que poderiam ser facilmente resolvidas com mais acesso à informação e aos serviços jurídicos. Entre as principais demandas identificadas pelo coletivo estão pedidos de acesso à saúde, benefícios sociais, aposentadorias e vagas em escolas de educação infantil. O projeto também tem um olhar especial para estudantes que necessitam de experiência prática na área jurídica.

– Um dos eixos do Defesa Periférica também é se voltar para estudantes que têm dificuldade de ter acesso a estágios e possibilitar a prática jurídica – comenta Karoline. 

Demandas locais 

Todo o trabalho é realizado em conjunto com as lideranças comunitárias. Por meio desse contato inicial, o grupo faz um mapeamento para entender quais são as demandas de cada região. 

– A gente procura encontrar essas pessoas que são referências para os moradores, e, a partir dali, deslocamos o nosso coletivo e fazemos o atendimento – afirma.  

Atualmente, são 20 voluntários, mas há uma dificuldade para mantê-los por muito tempo:  

– É sempre muito difícil essa manutenção do serviço voluntário, porque as pessoas têm questões na vida, inclusive a necessidade de sustento.

Desde a criação do projeto, o coletivo já realizou atendimentos em diferentes regiões da cidade, passando por comunidades e bairros como Bom Jesus, Mário Quintana, Rubem Berta, Quilombo do Areal e Morro da Cruz. O objetivo é manter uma relação contínua com os territórios, retornando sempre que necessário.


O serviço na prática  

Os atendimentos ocorrem mensalmente, sempre aos sábados, para facilitar o acesso às famílias que trabalham durante a semana.

– A Defensoria Pública, que é o órgão responsável por fazer esse tipo de serviço, atende em horários que são difíceis para as pessoas que trabalham em horário comercial – conta Karoline, que ainda complementa: 

– Muitas pessoas acabam nos procurando individualmente com seus casos. Ficam sabendo da nossa atuação no bairro e nos procuram com casos pontuais. 

Além do auxílio jurídico, o coletivo planeja ampliar sua atuação com a criação de novas frentes de trabalho em áreas de pesquisa e serviços prestados por outros voluntários. A organização também busca colaboradores para áreas como comunicação e gestão administrativa.

 

Entre em contato  

/// Acompanhe o trabalho do coletivo e fique ligado quando chegará à sua comunidade por meio do @defesaperiferica no Instagram. 

/// No dia 29 de agosto, o coletivo vai fazer ações no bairro Sarandi, na Zona Norte. O local e o horário ainda estão sendo organizados com as lideranças da região. 


*Com orientação e supervisão de Émerson Santos

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