Papo Reto
Manoel Soares: sangue novo
Colunista escreve no Diário Gaúcho aos sábados


Há 26 anos, o Diário Gaúcho chegou à vida das pessoas. Lembro quando ele nasceu. Era uma vontade do Grupo RBS de dar voz às pessoas que, até então, só escutavam o que o mundo dizia sobre elas. Na época, não existiam redes sociais, no máximo o Orkut. Jornalistas renomados emprestaram seu prestígio para dar credibilidade a essa ideia que desafiava os olhares mais conservadores. Mas, no fim, o que sustentava o espírito do DG era o exército de jovens jornalistas que queria fazer um formato de notícia que se aproximasse do olhar comum.
Lembro que me ofereci para ser colunista na época sem nem saber o que iria escrever, mas senti que algo revolucionário estava nascendo. Na sexta-feira, depois de 25 anos, tive a alegria de revisitar a redação do Diário, lugar onde tudo nasceu. Para minha surpresa, muitos dos que, na minha época, eram jovens querendo criar algo novo continuam lá com o mesmo desejo, mas agora com os cabelos prateados. Mas o que me emocionou foi ver que a redação manteve sua tradição de ter sangue novo oxigenando o coração da notícia que pulsa nas periferias. Jovens que não desistem de fazer do Diário a voz de quem não tem voz. Hoje, o desafio deles é maior do que na minha época, pois eles escrevem em tempos de redes sociais e fake news, mas é emocionante ver que, ainda assim, vencem.
Meu eterno carinho aos amigos queridos que fazem e leem nosso DG.