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Alvorada

 "Nosso acesso está bem delicado": dois meses após temporal, escola da Região Metropolitana aguarda retirada de árvore com risco de queda

Planta de 16 metros teve galhos quebrados por árvores no início de maio

24/07/2026 - 07h00min


Diogo Duarte*
Diogo Duarte*
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Arquivo pessoal/Arquivo pessoal
Guapuruvu fica na entrada principal da escola.

Uma árvore de cerca de 16 metros de altura tem preocupado a comunidade escolar da Escola Estadual de Ensino Médio Nossa Senhora Aparecida, em Alvorada, na Região Metropolitana. Isso porque o guapuruvu – espécie nativa da Mata Atlântica cuja principal característica é o rápido crescimento – foi danificado por um temporal que atingiu o município na primeira quinzena de maio. 

A chuva provocou rachaduras e fez com que galhos da árvore, que fica na entrada principal da instituição, fossem quebrados, além de danos no telhado e em outras estruturas da escola, localizada no bairro Jardim Aparecida. À época, a Defesa Civil do município foi chamada e constatou-se a necessidade de supressão da planta, para garantir a segurança de professores e alunos devido ao risco de queda de vegetação.

O problema é que, mais de dois meses depois, ninguém se apresentou para realizar o serviço. 

– Após uma visita do (Corpo de) Bombeiros, a Defesa Civil informou que não possuía o equipamento necessário para derrubar a árvore. Nos preocupa, porque, com estes alertas referentes à chegada do El Niño, como que eles não têm os instrumentos para nos proteger ou auxiliar em caso de temporais? – indaga a orientadora Fernanda Moraes, que relatou a situação ao Diário Gaúcho.

Acesso prejudicado

No ofício enviado à Secretaria Municipal do Meio Ambiente solicitando autorização para a supressão da árvore, ao qual a reportagem teve acesso, o diretor Olavo Trisch explica que o acesso principal da escola precisou ser interditado, e que, provisoriamente, a entrada está ocorrendo pelo estacionamento. Porém, acrescenta que “esse percurso inclui dois lances de escadas, o que gera preocupação quanto à segurança da comunidade escolar, especialmente em dias de chuva”. 

No documento, Trisch adiciona que “os estudantes cadeirantes precisam ser carregados para transpor as escadas, situação que compromete a acessibilidade e, em alguns casos, ocasiona faltas às aulas, prejudicando o processo educacional”.

– Temos muitos alunos de inclusão também, que não necessariamente precisam da rampa, mas têm pouca mobilidade. Também há professores que precisam de maior acessibilidade, porque (a entrada provisória) é íngreme para subir. Então, o nosso acesso hoje está bem delicado – complementa a orientadora.

Conforme Fernanda, a demora motivou a escola a buscar um orçamento privado para a realização do serviço. O valor informado, de R$ 5,3 mil, assustou:

– Não gostaria que a escola precisasse tirar uma verba, que a gente já não tem, para fazer algo que um órgão competente poderia fazer – finaliza.

Contrapontos

O que diz a prefeitura

Procurada pelo Diário Gaúcho, a Prefeitura de Alvorada informou que a Defesa Civil foi acionada e esteve no local, mas não conseguiu realizar o serviço devido à falta de equipamento apropriado para remoção da árvore. Ainda segundo a prefeitura, “a área onde a árvore está localizada pertence a uma escola da rede estadual de ensino” e “nesses casos, a manutenção da área é de responsabilidade do Estado”. 

Com isso, o Corpo de Bombeiros Militar foi acionado para que “fossem adotadas as providências cabíveis, considerando as atribuições da corporação em ocorrências que envolvam risco à segurança das pessoas”. A reportagem questionou qual exatamente é o equipamento que o órgão não tem e se algo está sendo feito para adquiri-lo, mas não recebeu retorno.

O que dizem os bombeiros

Conforme o Corpo de Bombeiros, “houve uma falta de comunicação entre a Defesa Civil Municipal e o Corpo de Bombeiros de Alvorada”, e, mesmo após diversas solicitações da escola, a demanda não havia chegado para atendimento do pelotão. 

Informou ainda que os bombeiros estiveram na quarta-feira na instituição, isolaram a área de risco e combinaram com o diretor de realizar a retirada do guapuruvu na próxima segunda-feira, dia de início das férias escolares.

*Com orientação e supervisão de Émerson Santos


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