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Rodoviária de Porto Alegre passa a contar com sala para atendimento de migrantes

Espaço busca fortalecer o acompanhamento de pessoas em situação de vulnerabilidade que chegam à Capital em busca de melhores condições de vida

03/07/2026 - 09h53min


Isabela Daudt*
Estagiária de Jornalismo
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A rodoviária de Porto Alegre agora conta com um espaço para atendimento a pessoas em situação de vulnerabilidade. A sala de atenção social foi inaugurada na quarta-feira (1º), e funciona em horário comercial, das 8h30min ao meio-dia e das 13h às 17h30min.

O objetivo é dar o primeiro atendimento a pessoas que chegam à Capital vindas de outros países, Estados ou cidades. Segundo a prefeitura, essa movimentação se intensificou no último ano em função das enchentes de 2024. Para os próximos dias, há projeção de maior demanda do novo serviço em função do terremoto que atingiu a Venezuela.

A sala fica logo na entrada da rodoviária, próxima ao corredor com lojas. Uma equipe fixa de profissionais realiza a triagem e avalia a necessidade de encaminhamento para outros serviços.

— Nós conseguimos fazer, durante o dia, um encaminhamento para o Centro Pop, e sendo necessário fazer o acolhimento dessa pessoa nós temos os albergues, casas de passagem e abrigos. Existem vagas disponíveis tanto pra mulheres e população LGBT+ quanto pra homens e famílias — explica o secretário de Assistência Social de Porto Alegre, Matheus Xavier.

Isabela Daudt/Agência RBS
Sala fica logo na entrada da rodoviária.

A depender do caso, o espaço pode direcionar a pessoa para o acesso a benefícios, documentação, reintegração familiar e demais políticas públicas. No primeiro turno de funcionamento, na tarde de quarta-feira, foram realizados quatro atendimentos. Na manhã desta quinta-feira (2), foram pelo menos mais sete.

Keyla Viviane Caetano, 43 anos, foi uma das pessoas atendidas. Ela veio do interior de São Paulo para Porto Alegre em busca de melhores condições de trabalho, mas sem um emprego garantido, rede de apoio na cidade ou condições financeiras.

— Eu vim para Porto Alegre porque é uma cidade maior. Eu só olhei o número de habitantes e vim. Agora eu vou para o Centro Pop — contou.

A situação de Keyla reflete uma das principais demandas que a sala de atenção social tem recebido: a busca por oportunidades de trabalho e renda. As pessoas que chegam também, frequentemente, precisam de alimentação, orientação sobre direitos e reintegração familiar e comunitária.

Isabela Daudt/Agência RBS
Keyla (D) veio do interior de São Paulo em busca de trabalho.

Mapeamento da população vulnerável

Atualmente, não existe um dado de quantas pessoas em vulnerabilidade passam diariamente pela rodoviária de Porto Alegre. A prefeitura está desenvolvendo este levantamento, em parceria com a UFRGS. A expectativa é que a sala se torne também um mecanismo importante para qualificar o monitoramento. A expectativa é ter os primeiros números até agosto deste ano.

*Com orientação e supervisão de Felipe Kroth

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