Redução de filas
Telemedicina em prontos atendimentos de Porto Alegre: veja como vai funcionar e onde
Três unidades da Capital vão participar de projeto-piloto entre prefeitura e Hospital Moinhos de Vento


Moradores de Porto Alegre que buscam assistência em três prontos atendimentos (PAs) da Capital poderão optar pela realização de consulta médica via telemedicina.
O novo modelo vai ser destinado para atendimentos não urgentes, a partir de julho. A iniciativa busca reduzir as filas e o tempo de espera nos PAs.
A medida é uma parceria entre a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) e o Hospital Moinhos de Vento, assinada na manhã desta terça-feira (30).
Participaram do ato o prefeito de Porto Alegre, Sebastião Melo; o secretário municipal da Saúde, Fernando Ritter; o CEO do Hospital Moinhos de Vento, Mohamed Parrini; e a superintendente de Estratégia e Mercado da instituição de saúde, Melina Schuch.

Projeto-piloto
Onde
O projeto-piloto iniciará no PA Cruzeiro do Sul.
Depois, será expandido para os PAs Lomba do Pinheiro e Bom Jesus.
Quando
As primeiras consultas estão previstas para o mês de julho, ainda nesta semana, segundo a prefeitura.
Objetivo
A medida busca evitar filas e reduzir o tempo de espera de pacientes, especialmente nos horários de maior demanda.
Como será
O atendimento ocorrerá em salas equipadas com internet e computadores no interior dos próprios PAs.
— Em vez de ficar esperando um médico, a pessoa será convidada a experimentar uma telemedicina, com um médico que estará no Hospital Moinhos de Vento. Aceitando o atendimento, ela é encaminhada, e um técnico de enfermagem acompanha o processo no caso de o médico solicitar algum tipo de auxílio — explica Ritter.
Quem será atendido
O atendimento remoto será destinado a pacientes classificados como não urgentes ou pouco urgentes por meio do "Protocolo de Manchester", um sistema de triagem que classifica os pacientes por nível de gravidade, priorizando o atendimento pela urgência médica e não pela ordem de chegada.
— Durante seis horas por dia, a gente vai destacar o atendimento para pacientes de baixa complexidade. Dá para fazer muita coisa com tecnologia, e a gente quer fazer mais — pontua Parrini.