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Baixa cobertura vacinal

Vigilância em Saúde de Canoas alerta para surtos de vírus respiratórios em escolas

Documento foi divulgado após uma professora da rede municipal morrer por influenza na última terça-feira (7)

10/07/2026 - 14h40min


Zero Hora
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Gisele Nozari/Divulgação
Há orientação para que as escolas incentivem a vacinação.

A Vigilância em Saúde de Canoas, na Região Metropolitana, emitiu um alerta epidemiológico para surtos de vírus respiratórios em escolas. O documento, divulgado nesta quinta-feira (9), lista procedimentos que devem ser adotados por instituições de ensino municipais, estaduais e particulares para intensificar a prevenção e o controle das doenças. 

Entre as síndromes, estão a influenza A e B, covid, vírus VSR e rinovírus. Uma das orientações é que as escolas devem comunicar à vigilância se houver aumento inesperado de sintomas gripais. Três ou mais casos na mesma instituição caracteriza surto, conforme o documento.

Também há orientação para que as escolas incentivem a vacinação contra a influenza para pessoas dos grupos prioritários, mantenham os ambientes ventilados e reforcem a higiene.

Apesar do alerta, a Vigilância em Saúde de Canoas reforça que ainda não há orientação para fechamento de escolas ou suspensão de aulas.

O que motivou o alerta

Na última terça-feira (7), uma professora da rede municipal morreu em decorrência de um quadro de influenza. Carolina Oliveira, de 36 anos, trabalhava na Escola de Ensino Fundamental Rio Grande do Sul, no bairro Mato Grande.

Conforme dados da Secretaria Estadual de Saúde, essa foi a quarta morte por influenza em Canoas neste ano. Em 2025, no total, foram nove óbitos. 

Em função desse episódio, o Sindicato dos Professores Municipais de Canoas emitiu um ofício e está pedindo às autoridades a realização de uma campanha de vacinação nas escolas. 

Como está a vacinação contra influenza em Canoas 

De acordo com dados do Ministério da Saúde atualizados na manhã desta sexta-feira (10), 7.494 crianças de seis meses a seis anos receberam a dose do imunizante contra a influenza este ano. Isso corresponde a 35% de cobertura vacinal desse grupo prioritário. 

Entre os trabalhadores da educação, 863 se vacinaram no município. Para esse grupo, no entanto, o ministério não calcula a cobertura. 

*Produção de Isabela Daudt

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