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Após prejuízo de R$ 12 mil e mais de um ano de espera, calçada em Cachoeirinha começa a ser consertada 

Área cedia a cada chuva, mesmo após reparos e avaliações técnicas. Situação começou a ser solucionada após contato da reportagem

31/08/2026 - 04h00min


Henrique Moreira*
Henrique Moreira*
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Prefeitura de Cachoeirinha/Divulgação
Prefeitura de Cachoeirinha e Corsan encaminharam solução após reunião.

Depois de mais de um ano de reparos provisórios e novos afundamentos em calçada do Condomínio Residencial Bom Princípio, em Cachoeirinha, a prefeitura da cidade informou que iniciou, na última quinta-feira, um serviço para solucionar o problema. O trabalho ocorreu após contato do Diário Gaúcho. 

O transtorno começou na virada de 2024 para 2025, depois de uma chuva fraca. Conforme o síndico profissional Ricardo Padilha Daniel, o solo cedeu e o condomínio contratou uma empresa para abrir o local e refazer a compactação.

– A gente achou que tinha sido resolvido, que era uma compactação normal – recorda.

Entre fevereiro e março de 2025, uma chuva mais forte mostrou que o problema persistia. O terreno voltou a afundar, o buraco aumentou durante um fim de semana e parte da calçada precisou ser isolada.

Remendos não resistiram

Com o passar do tempo, o problema alcançou os dois acessos de veículos do condomínio. Por segurança, os moradores retiraram os carros do local e contrataram uma empreiteira para abrir o terreno. Segundo Ricardo, a equipe encontrou tubulações trincadas e quebradas. A suspeita deles era de que a areia do solo estivesse entrando nos canos, o que provocaria os afundamentos.

O síndico conta que, ao longo deste ano de problemas, equipes da prefeitura estiveram no endereço e realizaram intervenções com areia e terra. Os reparos, porém, não resistiam: a cada nova chuva, o terreno voltava a ceder.

Sem uma solução definitiva, o condomínio procurou a prefeitura e a Corsan. Como não estava claro se a tubulação danificada pertencia à rede pluvial ou à rede de esgoto, surgiu um impasse sobre quem deveria ser responsável pelo conserto.

O caso chegou à Justiça, que determinou a realização do serviço. Ricardo afirma que uma intervenção chegou a ser apresentada no processo como concluída, mas o buraco reapareceu após outra chuva.

Os moradores contrataram, então, uma empresa de engenharia para elaborar um laudo técnico. Conforme o síndico, o condomínio já gastou cerca de R$ 12 mil com avaliações e reparos temporários:

– A gente já gastou em torno de R$ 12 mil para tapar o buraco. Ninguém vai conseguir solucionar sem trocar aquela tubulação.

O processo judicial segue em andamento. O condomínio apresentou um laudo complementar para informar que o problema não havia sido resolvido e pedir o ressarcimento dos valores desembolsados.

Reunião conjunta para buscar solução

Na falta de uma solução definitiva para o problema, os moradores procuraram a redação do Diário Gaúcho, que fez contato com a prefeitura de Cachoeirinha e com a Corsan.

Em nota encaminhada à reportagem, por meio da Secretaria de Infraestrutura e de Serviços Urbanos, a prefeitura disse que convocou uma reunião com a Corsan, realizada na quinta-feira, para buscar uma solução conjunta. 

“A convocação ocorreu diante de uma divergência entre a avaliação apresentada pela companhia e a constatação feita pelos técnicos da prefeitura no local”, afirma o texto. 

A nota adiciona que, conforme a avaliação técnica do município, “vazamentos e o fluxo do esgoto estavam entre as causas fundamentais do problema”. A água da chuva teria contribuído para a erosão do solo e o desmoronamento da calçada.

O texto afirma que, após essa reunião entre município e a companhia, uma equipe conjunta foi até o local e iniciou os reparos. Porém, em razão da chuva, afirma que a conclusão ocorrerá quando melhorar o tempo.

A Corsan também enviou nota à reportagem. Em seu posicionamento, ratifica a informação de que se reuniu com a prefeitura. Afirmou, porém, que as suas “vistorias identificaram que o afundamento da calçada está relacionado ao sistema de drenagem de águas pluviais, cuja manutenção é de responsabilidade do município”.

Também pontua que a rede da Corsan está localizada no lado oposto da via e que “a ligação do imóvel encontra-se em boas condições, sem vazamentos ou qualquer evidência de ocorrência que pudesse ter provocado o afundamento”.

Explica que, mesmo não sendo responsável pela estrutura que originou o problema, colocou sua equipe à disposição do município para contribuir com a solução.

“Na quinta-feira, 27, equipes da Companhia e da administração municipal atuaram conjuntamente no reparo. A recomposição do calçamento será concluída assim que as condições climáticas permitirem”.

*Com orientação e supervisão de Émerson Santos


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