Cuidados com as roupas
Cheiro de "cachorro molhado" nas roupas? Veja como evitar o problema durante o inverno
Personal organizer orienta como identificar se a roupa realmente está seca antes de guardá-la



Frio, chuva, neblina e pouca ventilação. O inverno gaúcho traz uma combinação que costuma causar dor de cabeça dentro de casa: roupas que demoram a secar e acabam ficando com aquele conhecido cheiro de cachorro molhado ao serem guardadas.
O problema é comum em Passo Fundo, no norte do Estado, onde os períodos de umidade elevada costumam se intensificar nesta época do ano. Muitas vezes, a roupa passa o dia inteiro no varal e, mesmo assim, não seca completamente. Segundo a personal organizer Letícia Puhlmann, esse é justamente um dos erros mais frequentes durante o inverno.
— É muito comum que as pessoas pensem que a roupa está seca só porque passou muitas horas no varal. No inverno, isso nem sempre acontece. Guardar uma peça com umidade, por menor que seja, é um dos principais motivos para o cheiro desagradável e até para o surgimento de mofo — explica.
O cheiro vem da umidade
O odor que muitas pessoas associam ao cheiro de cachorro molhado geralmente está ligado ao excesso de umidade que permanece nas fibras do tecido.
Quando a peça não seca completamente e é guardada no armário, a combinação entre água, pouca circulação de ar e frio cria um ambiente favorável para maus odores e até para o aparecimento de mofo. O problema pode ocorrer mesmo em roupas recém-lavadas.
De acordo com Letícia, existe um teste simples para evitar o erro de guardar peças ainda úmidas. A recomendação é retirar a roupa do varal e deixá-la alguns minutos dentro de casa antes de avaliar a secagem. Muitas vezes, a sensação de frio causada pela temperatura externa é confundida com umidade.
Depois disso, é importante verificar as golas, punhos, barras, costuras e as dobras mais grossas do tecido, pois são locais que acumulam mais água. Se ainda houver qualquer sensação de umidade, a orientação é devolver a peça ao processo de secagem.
Para quem possui secadora, o equipamento é uma alternativa para finalizar a secagem nos períodos mais úmidos. A orientação é apenas observar as informações disponíveis na etiqueta das roupas para garantir que o tecido suporte o processo sem danos.
Com alguns cuidados simples, é possível atravessar os meses mais frios sem conviver com armários tomados pelo cheiro de mofo ou pelas roupas com aquele desagradável odor de cachorro tão comum no inverno.
Organização também ajuda a evitar mofo
Além da secagem correta, a forma de armazenar as roupas influencia diretamente na conservação das peças. De acordo com Letícia, manter o guarda-roupa organizado colabora na hora do ar circular e reduz a concentração de umidade.
— Um armário organizado também é um armário mais saudável. Quando as roupas ficam muito apertadas, sem circulação de ar, a umidade fica concentrada e aumenta bastante a chance de mofo — destaca.
A personal recomenda abrir as portas do guarda-roupa por alguns minutos sempre que possível para renovar o ar, evitar guardar roupas ainda úmidas e manter o móvel limpo. Em locais onde a umidade é frequente, o uso de desumidificadores para armários também pode ser um aliado.
Outro cuidado importante envolve peças mais pesadas, como casacos de lã e jaquetas. Antes de serem guardados, eles devem estar completamente limpos e secos. Já as jaquetas exigem atenção ao tipo de material. Enquanto modelos de tecido geralmente podem ser lavados em casa conforme a recomendação do fabricante, peças de couro ou confeccionadas com materiais especiais precisam de cuidados específicos.
— Sempre que possível, deixe os casacos respirarem um pouco entre um uso e outro antes de guardar novamente. Esse cuidado simples ajuda a conservar melhor os tecidos e evita mau cheiro — orienta.