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Especialista explica benefícios da amamentação: "Para o resto da vida"

Profissionais da saúde aproveitam o mês de agosto, conhecido como Agosto Dourado, para apresentar a importância do aleitamento materno no começo da vida

26/08/2026 - 04h00min

Atualizada em: 26/08/2026 - 04h00min


Breno Bauer*
Breno Bauer*
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Cristine Rochol/PMPA
Até os seis meses do bebê, o leite é a única alimentação recomendada.

O mês de agosto é marcado pela campanha Agosto Dourado, que busca conscientizar sobre a importância do aleitamento materno e divulgar informações sobre os benefícios da amamentação. O nome faz referência à cor dourada, usada para simbolizar o leite materno como o “padrão ouro” da alimentação infantil. Para a nutricionista Letícia Schmidt, professora do curso de Nutrição da Fadergs, a definição faz sentido: segundo ela, o leite humano é o alimento mais completo para os primeiros meses de vida.

Letícia é doutora em Pediatria e Saúde da Criança e só vê benefícios no aleitamento

— No momento em que a gente conhece, promove e propicia o aleitamento materno, estamos promovendo benefícios para o resto da vida da criança.

Para ela, um exemplo claro disso é a relação entre aleitamento e obesidade: bebês que se alimentaram exclusivamente de leite materno nos primeiros seis meses de vida apresentam menos incidência de obesidade infantil.

Com menos chances de apresentar esse quadro, a criança pode ser menos afetada por problemas cardiovasculares, como a hipertensão. 

Além disso, a amamentação colabora com a menor incidência de alergias e quadros infecciosos, já que entre os componentes do leite materno estão as imunoglobulinas, que reforçam o sistema de defesa do bebê.

Não para por aí. A prática estimula que a criança desenvolva controle da saciedade — ou seja, saiba parar de ingerir alimentos quando está satisfeita. Na relação com os hábitos alimentares, o leite materno também pode preparar a criança para a introdução alimentar.

— Uma das coisas que são pouco comentadas é que o leite materno tem sabor. Isso garante que a criança tenha maior aceitabilidade no momento da introdução alimentar, a partir dos seis meses — diz Letícia.

Exclusividade até os seis meses

Para Letícia, falar sobre o assunto é importante, pois ainda existe quem não acredite nos benefícios do aleitamento materno. Parte disso, para a especialista, ocorre por causa da tentação causada pelas fórmulas prontas para alimentação de bebês:

— Não é possível fabricar tudo que há no leite humano, como os componentes imunológicos.

Letícia explica que a regra é a exclusividade do aleitamento até o sexto mês. Não é preciso dar chás ou água para a criança, por exemplo. Ela também diz que não há momento para parar: enquanto a mãe e o bebê entenderem que é necessário, a amamentação segue indicada. 

Não é só alimento

/// Colabora na redução dos índices de obesidade e permite o controle da saciedade.

/// Reduz o risco de quadros de hipertensão, problemas cardiovasculares e alergias.

/// Colabora para a eficiência energética do bebê.

O que tem o leite humano

/// Imunoglobulinas, que atuam no sistema de defesa do bebê.

/// Carboidratos que, em contato com bactérias benignas do sistema digestivo, fermentam, elevam a acidez e impedem infecções.

///  Proteínas, minerais e vitaminas e gorduras (ácidos graxos essenciais para a saúde do bebê).

Recomendações às mães

O leite é formado por compostos extraídos do sangue da mãe. Por isso, existem algumas recomendações. 

/// Não exagerar na cafeína

/// Evitar bebidas alcoólicas e frituras

/// Priorizar alimentação rica em frutas e verduras

/// Manter a produção de leite adequada também demanda boa hidratação e o ajuste do volume de alimentos

A restrição total de outros alimentos não é necessária, só precisa ser feita em casos de sintomas específicos apresentados pelo bebê e devidamente diagnosticados pelo pediatra. 

*Com orientação e supervisão de Émerson Santos


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