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Jardim Floresta

Prédio de escola desativada na zona norte de Porto Alegre será transformado em CAPS

Em 2025, reportagem de ZH mostrou que imóvel era usado como depósito

18/08/2026 - 13h03min


Gabriela Plentz
Gabriela Plentz
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Arquivo Pessoal/Arquivo Pessoal
Em maio de 2025, portão da escola era mantido fechado por cabo enferrujado.

Parte do terreno onde funcionava a Escola Estadual de Ensino Fundamental Professor Ernesto Tocchetto, extinta há oito anos, será transformada em um Centro de Atenção Psicossocial (CAPS). O prédio fica na Avenida Polar, esquina com a Rua Realengo, no Jardim Floresta, zona norte de Porto Alegre.

No ano passado, reportagem de Zero Hora mostrou que as dependências da antiga escola eram utilizadas como depósito de diversos equipamentos ainda em caixas fechadas. Moradores da região relatavam episódios de furtos e invasões.

O projeto de ocupação de parte da área será desenvolvido pelo Grupo Hospitalar Conceição. Conforme a instituição, o CAPS nível três que atualmente funciona no bairro Jardim São Pedro será transferido para o terreno.

A unidade atende pacientes de saúde mental relacionados ao uso de álcool e drogas, oferecendo acolhimento, acompanhamento médico e leitos de observação. 

— Nós já possuímos esse serviço há muitos anos, só que em uma área muito limitada do ponto de vista do que é prescrito corretamente como atendimento a esse tipo de paciente. Nós precisamos de área livre para desenvolvermos atividades de grupo. Teríamos um espaço muito adequado para que esse atendimento seja feito em melhores condições lá nesse endereço (da antiga escola). E a outra meta é ampliar o atendimento dos chamados leitos de permanência — explica o diretor administrativo e financeiro do Grupo Hospitalar Conceição, João Motta.

Na estrutura de hoje, o CAPS funciona 24 horas atendendo 2 mil pessoas por mês em atendimentos individuais, 104 atividades de grupos, além de 2,3 mil procedimentos clínicos.

A estimativa do Grupo Hospitalar Conceição é que o projeto seja desenvolvido neste ano com expectativa de iniciar as obras no ano que vem. O início da operação ainda depende dos recursos para reforma da estrutura, projetados em cerca de R$ 3 milhões

— Nós sabemos que uma escola convencional não serve para o atendimento, não é automático. Portanto, nós estamos, nesse momento, fazendo o protocolo do pedido de recursos para o PAC-5, que já está aberto no Ministério da Saúde, para que a gente tenha um valor necessário para ser feita essa adequação — explica Motta.

O decreto que oficializa o termo de permissão de uso do terreno sem cobranças ao GHC já foi publicado no Diário Oficial do Município.

Outra parte do terreno da antiga escola está sendo avaliada pelo Departamento Municipal de Água e Esgotos (Dmae), que estuda a possibilidade de implantar uma Estação de Bombeamento de Esgoto no local, que ampliaria o Sistema de Esgotamento Navegantes, na bacia do Arroio Areia. Entretanto, esse projeto está em fase inicial, sem cronograma ou recursos definidos.


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