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Instituto Virozueira promove oficinas e debates sobre música em Porto Alegre
Nas sextas-feiras, o colunista Émerson Santos escreve sobre educação, cultura, inovação e toda a diversidade presente nas comunidades


Na cena gaúcha, o grupo Virozueira já é conhecido. São 25 anos de dedicação ao pagode. E se foi na música que os integrantes do grupo encontraram um caminho para a construção de suas trajetórias, agora decidiram fazer dela também uma ferramenta de transformação social. Lançaram neste ano um instituto que leva o mesmo nome da banda e que agora se prepara para sua primeira rodada de atividades formativas.
A partir do dia 10 de setembro, o Instituto Virozueira dá início a uma oficina gratuita de percussão para crianças e adolescentes de oito a 14 anos do bairro Santa Tereza, em Porto Alegre. Em parceria com o Coletivo Preta Velha (Rua Gabriel Fialho Camargo, 50), a formação terá 10 encontros semanais, encerrando com uma atividade especial de confraternização com a comunidade.
Wesley Belchior, produtor cultural e integrante do grupo, pontua que esse trabalho representa uma forma de devolver à comunidade oportunidades que a música proporcionou a eles:
— Eles (integrantes do grupo) contam esse desejo de usar a música, de devolver, na verdade, tudo o que construíram através dela. Todos eles vêm de comunidades e hoje querem levar oportunidades para outros jovens.
A forma como os guris pensaram o Instituto aponta para um grande potencial. Um trabalho que está no início, mas que já se apresenta como um espaço aberto a explorar inúmeras frentes de atuação. Isso porque são diversos os planos que estão desenvolvendo, que vão desde as formações até ações culturais dentro das comunidades.
Troca de experiências
Outras atividades que estão elaborando são as rodas de conversa sobre os bastidores da música. A proposta é trazer temas como produção musical, composição, gravação, distribuição digital e profissões técnicas ligadas ao setor cultural.
Os dois primeiros encontros serão nos dias 14 e 15 de setembro, às 18h30min, na sede do Instituto Virozueira, que fica no Hub Atividade (Rua Miguel Teixeira, 126, Cidade Baixa, POA). São gratuitos e abertos a quem se interessar pelos temas.
O primeiro bate-papo será sobre produção musical, com Nards Zueira, Seu Pingo e Pâmela Amaro. No dia 15, Diga Medeiros, Edinho Cruz e Juliano Kalcinha falam sobre planejamento de carreira.
Wesley diz que a expectativa da equipe é, ao longo dos anos, ampliar as ações, utilizando a experiência acumulada como uma das bases para a atuação do instituto, que busca consolidar uma agenda permanente de atividades culturais em diferentes territórios.
Oficina de percussão
- Começa dia 10/09
- Sempre nas quintas-feiras, às 14h
- Coletivo Preta Velha: Rua Gabriel Fialho Camargo, 50, Santa Tereza, POA
- Inscrições via formulário online.
Rodas de conversa
Serão no Hub Atividade: Rua Miguel Teixeira, 126, Cidade Baixa, POA
Inscrições via formulário online.
Produção musical
- Dia 14 de setembro, às 18h30min
- Nards Zueira, Seu Pingo e Pâmela Amaro
Planejamento de carreira
- Dia 15 de setembro, às 18h30min
- Diga Medeiros, Edinho Cruz e Juliano Kalcinha
Fazer cinema com o que estiver à mão

O Galpão Cultural do Morro da Cruz (Rua São Guilherme, 619, São José) promove, no sábado (5), uma oficina focada na sétima arte. Os artistas mineiros Desali e Fael estarão lá, a partir das 10h, para uma formação de cinema. Chamada “Do Noise ao Lixo”, a atividade traz o cinema experimental e a música noise para explorar a criatividade dos participantes a partir de materiais acessíveis, recursos analógicos e objetos encontrados no cotidiano.
Durante a aula, que vai até as 15h, os participantes poderão trabalhar com câmeras digitais amadoras, câmeras fotográficas analógicas, desenhos em lápis e papel, tintas e diferentes materiais encontrados. Ou seja, utilizar aquilo que está à mão. Também irão experimentar exercícios de edição de som e vídeo de fácil acesso.
As inscrições são gratuitas e podem ser feitas no local, no dia do evento.
Serviço
- Amanhã, das 10h às 15h
- Galpão Cultural do Morro da Cruz (Rua São Guilherme, 619 – bairro São José)