Coluna da Maga
Magali Moraes - "Look do dia: fantasia"

Meus filhos não gostavam de usar fantasia quando eram pequenos. Na primeira tentativa, o Batman foi bem aceito e até brincou no carnaval. Mas quando improvisei uma fantasia de roqueiro, o único som que se ouviu foi o choro. E já que o primogênito se negava a incorporar os personagens, o caçula seguiu o mesmo caminho. Se bem que as tias da creche conseguem o impossível. E graças a elas temos fotos raríssimas de um Visconde do Sítio do pica-pau amarelo, um anjinho com asas e um Homenzinho Aranha.
Por mais que eu respeitasse a vontade deles, sempre surgia alguma festa à fantasia. Comprei uma capa de vampiro e uma dentadura de caninos compridos. Pronto! Pra ninguém ficar de fora da brincadeira, o kit vampiro era enfiado na mochila. Na hora H, se eles quisessem, era só colocar a capa por cima. Mais a dentadura, que provavelmente passava de boca em boca.
Princesas e super-herois
Eu acho um amor ver crianças que usam fantasia quase todos os dias, como se fosse roupa normal. Com os personagens incríveis da Disney e da Pixar - que encantam mães e filhos - por que esperar ter festa pra sair por aí vestido de Woody ou Frozen? No meu prédio, cansei de pegar elevador com dois Buzz Lightyear. Vi esses pequenos herois crescerem para o infinito e além. E já encontrei muita princesa de mochila indo pra escola. A gente acha que é apenas uma fantasia, mas na cabecinha deles passa o filme inteiro. Que aventura deve ser lavar esses figurinos.
Se eu tivesse insistido e comprado mais fantasias do que moletons, será que meus filhos teriam entrado no clima? Peraí. Agora me dei conta de que eles viviam fantasiados, sim. De jogadores de futebol! Isso explica a quantidade de camisetas de seleções que eles mal sabiam apontar o país no mapa, mas vestiam com o maior orgulho. Depois vieram as camisetas de basquete. Eles se fantasiavam de campeões. Fazem isso até hoje.