Coluna da Maga
Magali Moraes: sacolinhas, aprecie sem moderação

Cada um sabe das suas loucuras. Eu gosto de sacolinha de supermercado. Os 2 puxa-sacos pendurados na área de serviço precisam estar transbordando pra eu me sentir tranquila. É tipo papel higiênico, não pode faltar em casa. Elas têm o tamanho perfeito e servem pra tudo. Vão do lixo do banheiro à gaveta de verduras da geladeira. São discretinhas e circulam bem no ônibus, na escola, no trabalho, no elevador. Ninguém precisa saber o que tem dentro. E depois que elas passaram a ser de plástico biodegradável, que polui menos o ambiente, eu uso ainda mais.
Enquanto somos 4 em casa, o abastecimento de sacolinhas está garantido. Isso porque eu vivo no supermercado - haja comida pra alimentar essas bocas. Quando os filhos saírem do ninho, a quantidade de compras diminuirá consideravelmente. Melhor começar a estocar sacolinha desde já. Posso descobrir o fornecedor do supermercado e negociar um lote só meu. Posso comprar 1 dúzia de ovos e embalar cada um deles numa sacolinha. Posso vasculhar o lixo seco dos vizinhos e arrecadar mais. Posso estar a ponto de ser internada.
Dobraduras
Você já percebeu que o importante é a quantidade: várias, muitas. Vou enfiando as sacolinhas de qualquer jeito nos puxa-sacos, parece que sempre cabe mais uma. E quando eles ficam lotados, quase explodindo, eu guardo as que sobraram adivinha onde? Dentro de uma sacolinha, como reserva técnica.
Tem gente mais doida que eu. Não vou citar nomes, mas tenho visto por aí pessoas que dobram sacolinha melhor do que eu dobro camisa. Devem fazer até origami de passarinho com elas. E quem dá um nó no meio, qual a lógica disso? E quem empilha uma a uma direitinho? Não duvido que alguém passe a ferro as amassadas antes de guardar. Nem vou contar que eu também curto sacolas grandes, fortes e bonitas. Essas são a reserva especial. E você, é da minha turma?