Amor de filha
Sasha elogia Xuxa em entrevista: "Pessoa mais humilde que eu conheço"
Recém-formada em Design de Moda, a jovem também falou sobre como foi enfrentar a exposição desde pequena
Um dos nomes mais conhecidos do país, Sasha Meneghel, que teve o nascimento transmitido ao vivo no Jornal Nacional em 1998, revelou à revista Marie Claire, em entrevista publicada nesta terça-feira (15), que é tímida e ainda está aprendendo a lidar com a exposição, condição intrínseca ao fato de ser filha de ninguém menos do que Xuxa.
— Antes de começar a trabalhar, entendia que não tinha escolhido ser uma pessoa pública, então, não sabia lidar muito bem — disse ela. — Ficava mal quando publicavam sobre mim. Não precisava nem ser fake news. Podia ser uma foto de uma ida ao shopping que já me incomodava.
Mas foi justamente a mãe quem a fez perceber a situação de outra maneira.
— Depois de todos os programas, por exemplo, minha mãe passa até duas horas tirando fotos com os fãs. Ela sempre me diz: "Imagine como você gostaria que sua filha fosse tratada ao pedir uma foto com alguém e trate da mesma maneira".
Aliás, sobre a mãe, Sasha não poupa elogios.
— Ela é o mais forte exemplo feminino que tenho na vida. Minha mãe é feminista, é vegana, tem um coração que não consigo descrever. Ela é a pessoa mais humilde que eu conheço. Ela acerta, ela erra... Por mais que não admita, porque é ariana — brincou.
Sasha também teve que enfrentar a frustração dos planos interrompidos pela pandemia. Até o início deste ano, vivia em Nova York, onde finalizou, em maio, a graduação de Design de Moda. No entanto, optou por passar o período de distanciamento social próxima da família, e fez a distância o trabalho de conclusão do curso. Agora, tem revezado entre a casa da mãe, no Rio de Janeiro, e a do namorado, o cantor gospel João Figueiredo, em São Paulo.
— Acho que, na quarentena, todo mundo deu uma desligada em relação à pressão estética. Decidi me cuidar porque não estava me fazendo bem. Voltei a malhar em casa, assistir à filmes que gosto e passar mais tempo com a minha mãe — contou ela.
Por fim, se mostrou posicionada ao afirmar que "com certeza" se considera feminista.
— O Brasil ainda é muito machista e o primeiro passo é reconhecer isso — concluiu.