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Estrelas da Periferia

Rap e literatura: conheça Jay Djin

Moradora de Canguçu, artista já lançou música própria e escreve crônicas e poemas. 

29/03/2022 - 15h34min


Jay se apaixonou pela música e pela literatura ainda na infância

Natural de Pelotas, na zona sul do Estado, mas morando, atualmente, em Canguçu, Jenis Roberta Ferreira de Azevedo, que usa o nome artístico de Jay Djin, tem uma ligação estreia com a arte.

- Minha história com a arte começa na literatura, eu tive o privilégio de ter sido incentivada a ler desde a infância - comenta a artista, hoje com 23 anos.

Logo que foi alfabetizada, ela lembra, começou a escrever algumas histórias, várias criadas por ela. Na adolescência, escrevia pequenas revistas, com crônicas e poemas, e os vendia em festivais de rock de coletivos independentes da região. Foi naquela época que o seu caminho se cruzou com o rock.

- Nessa época, conheci o rapper Afrosick, que é aqui de Canguçu. Literalmente, ele viu o que eu escrevia, me pegou pela mão e me levou para o estúdio. Então, eu juntei minha poesia com os beats e assim nasceu Jay Djin  - lembra. 

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Desde então, ela comenta, tudo gira em torno da música em sua vida, inclusive a formação acadêmica - hoje, ela estuda música popular, na Universidade Federal de Pelotas.

- O rap me "sequestrou", no melhor sentido possível da palavra, de tal maneira que me dediquei somente a isso por muito tempo. Agora, estou resgatando meu começo, lançando o livro As Cartas da Gaveta do Meio com textos, poemas e crônicas que não cabem nas músicas. Comecei comercializando o PDF do livro por R$ 10. Depois, passei a produzir a versão física de forma autônoma, escrita a mão encadernada artesanalmente por mim mesma - explica Jay.

Na parte musical,  mais recente lançamento da eclética artista foi a canção Abismo, que fala sobre como a arte serve de válvula de escape para o cotidiano.

- E também fala de como a artista dá tudo de si numa obra e deixa claro como a visceralidade é um ponto marcante do meu trabalho, eu amo como consegui falar de coisas pesadas em um beat super pacífico e elegante - finaliza. 

Pitaco

Adriano Brasil, produtor artístico, fala sobre o trabalho da artista.

- Um grande trabalho, ela é eclética, muito talentosa. O rap precisa de mais mulheres como a Jay. 

- Para participar da seção, mande um pequeno histórico da sua banda, dupla ou do seu trabalho solo, músicas e vídeos e um telefone de contato para jose.barros@diariogaucho.com.br.

- Para falar com a artista, ligue para (53) 98456-1049




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