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Trajetória ambígua

Queridinha para uns e planta para outros, por que Amanda divide opiniões no "BBB 23"

Sister possui uma verdadeira legião de fãs, ao passo que é vista por parte dos espectadores como alguém que está fazendo hora extra no reality show

06/04/2023 - 11h30min

Atualizada em: 06/04/2023 - 11h31min


Camila Bengo
Camila Bengo
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Paulo Belote / Globo,Divulgação
Amanda, do "BBB 23", divide a opinião do público

Uma nova favorita brotou no BBB 23: Amanda. E o uso do verbo "brotar", aliás, tem tudo a ver com a sister em questão. Ao passo em que conquistou uma verdadeira legião de fãs, Amanda é vista como planta por uma parcela significativa dos espectadores. 

Não há consenso, mas o fato é que ela foi a preferida do público no último paredão, que teve voto para ficar. Amanda recebeu 34,32% dos votos, contra 25,69% de Domitila, 23,04% de Larissa e 16,95% de Marvvila, a eliminada. Ou seja, a sister desbancou Domitila, que era a mais cotada para liderar a votação. 

Para quem torce por Amanda, o resultado foi recebido com naturalidade. Já para quem não gosta dela, a sensação foi de espanto e de preocupação (afinal, será que ela pode vir a ganhar o BBB 23?). Se for campeã, a médica certamente não será uma unanimidade aos moldes de Juliette, mas, assim como a vencedora do BBB 21, ela também é um fenômeno.

Há quem entenda, há quem não. Abaixo, GZH aponta o que faz a sister ser amada e odiada por diferentes grupos de espectadores. 

Por que Amanda divide opiniões no "BBB 23"

A simpatia do público para com Amanda começou já nos primeiros dias do BBB 23. A sister entrou no reality formando dupla com o lutador Cara de Sapato, que foi uma peça mais que fundamental para que ela caísse nas graças de uma parcela considerável dos espectadores. Isso porque muita gente começou a torcer para que os dois se tornassem um casal.  

Tão logo Amanda e Sapato demonstraram que tinham uma conexão especial, páginas de fã-clubes do "casal" começaram a surgir nas redes sociais, recheadas de vídeos compilando momentos dos dois com algum love song de trilha sonora. Os dois chegaram a ganhar um "shipp": viraram Docshoe, uma referência à profissão de Amanda, que é médica — doctor, em inglês —, e ao apelido do brother, Cara de Sapato — shoes.  

Só que a parte romântica da relação dos dois existe somente na cabeça dos fãs. Amanda e Sapato têm, sim, uma conexão diferenciada, mas de amizade e companheirismo, como ambos já deixaram claro. Mesmo assim, a "nação Docshoes", como se autodenominam, seguiu acompanhando cada momento dos dois, na esperança de que a amizade pudesse virar um amor. Isso beneficiou tanto Amanda quanto Sapato, pois, na ânsia de ver os melhores amigos se tornarem um casal, os fãs garantiram que eles sobrevivessem aos paredões que disputaram na temporada. 

É como se essa parcela do público tivesse criado um roteiro de comédia romântica em cima da história de Amanda e Sapato. E daquelas bem lentas, nas quais os protagonistas demoram para engatar no romance. Parece coisa de adolescente torcer e criar páginas dedicadas a um  casal que não existe na vida real — e dificilmente vai existir um dia —, mas os "docshoes" não têm problema algum com essa semelhança. 

O único problema disso tudo é que o BBB é um jogo e, por óbvio, deve ser conquistado por quem jogá-lo melhor. Não é o caso de Amanda — e muita gente concorda com isso. É por esta razão que a sister, ao passo em que é idolatrada pelos seus "docshoes", também é vista como alguém que está fazendo hora extra no reality por outra parcela dos espectadores. 

Excluindo-se o enredo de romance criado para ela e Sapato pelos fãs, Amanda não fez nada que a tornasse marcante neste BBB. Não protagonizou nenhuma grande treta, não brilhou em nenhum jogo da discórdia, não ficou entre os finalistas em nenhuma prova de resistência, não atendeu o big fone e não traçou nenhuma grande estratégia de jogo, pois, sem conseguir se impôr, é sempre ofuscada por outros integrantes de seu grupo. 

Por isso, a permanência dela no jogo acaba irritando o espectador mais "raiz", que assiste ao BBB para ver gente com vontade de estar ali e que não tem medo de jogar — perfis como Ricardo Alface, por exemplo. 

Se tem uma coisa na qual Amanda é boa, é em ficar deitada. A sister passa tanto tempo sobre a cama, olhando para o nada, que chegou a preocupar alguns internautas. Teve quem compilasse os "melhores momentos" dela com o travesseiro — não foram poucos.  

Para não cometer nenhuma injustiça, é preciso dizer que Amanda chegou a protagonizar alguns momentos bacanas no BBB 23. A exemplo de quando acalmava Cara de Sapato durante as crises de ansiedade dele — porém, trata-se de mais um "destaque" que está ancorado na relação dela com o lutador. 

Ela também proporcionou alívios cômicos ao longo desses meses de programa. Exemplo disso é quando resolve dançar nas festas, à sua maneira, sem preocupar-se com a coordenação dos movimentos — meio desengonçada, para explicar bem. É de fato uma performance divertida, mas não passa disso. 

Globo / Reprodução
Em um jogo da discórdia, Amanda foi apontada como mosca-morta

O Big Brother Brasil não é um humorístico. Tampouco é uma comédia romântica ou um reality de dança. Levando em consideração que a legião de fãs de Amanda pode ser responsável por fazer dela a campeã da edição, o espectador que aprecia um BBB raiz — e que deseja que o prêmio do programa continue indo parar na conta de quem mais merecê-lo dentro do jogo — tem muitos motivos para se preocupar com o favoritismo da sister. 

Ouça o podcast de GZH sobre o BBB 23:



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