Estrelas da Periferia
Ancestralidade e cultura afro-brasileira ganham voz nas canções de Luciara Batista
Artista leva ao palco sua trajetória e raízes, transformando memórias em espetáculo

Luciara Batista construiu sua carreira dando voz a histórias e memórias ancestrais que atravessam gerações. Cantora, compositora e produtora cultural, ela brilha no Carnaval de Canoas e Porto Alegre e se dedica à comunidade como agente da Central Única das Favelas (Cufa-RS) e conselheira do projeto feminista Samba da Roda de Saia. Ao longo da trajetória, seu talento já foi reconhecido por prêmios como Trajetória Cultural RS (2021), Picucha Milanez, Trajetória da Mestra Sirlei Amaro e Mulher Nota 10.
— Todo reconhecimento é sempre bem-vindo e ajuda muito na caminhada da gente, artística e pessoalmente — comenta Luciara.
É essa trajetória que ganha forma no palco do Teatro Sesc Canoas (Avenida Guilherme Schell, 5340), onde, no dia 6 de setembro, a partir das 20h, Luciara apresenta a segunda edição do show Canto à Ancestralidade. Acompanhada do violista Claudio Abreu, ela transforma suas músicas autorais em ponte para as raízes da cultura afro-brasileira.
— Juntamente escutando histórias dos meus ancestrais que o Canto à Ancestralidade para mim é uma singela homenagem a quem já fez parte da minha vida — explica.
O projeto
Concebido em 2023, o projeto é uma iniciativa cultural que visa exaltar e preservar uma das expressões mais autênticas da cultura do Brasil.
— A ancestralidade sobre a qual eu vou falar é aquela que eu vivenciei e da qual escutei histórias. Aquela que bate aqui dentro do meu peito — declara Luciara. — Quando componho e já dá aquele calor nas mãos: é dessa ancestralidade de que eu estou falando.
O show também conta com a figura de um Preto Velho, lembrança que a artista traz em sua trajetória. Além disso, Luciara destaca que a apresentação é uma oportunidade de "relembrar momentos e ensinamentos" da sua vida.
Pertencimento
Para aqueles que estão começando sua trajetória artística, a artista deixa um recado:
— Não podemos desistir. Nós temos que estar em lugares que parecem que nunca foram feitos para nós. Eu amo estar dentro do teatro e levar a minha periferia para dentro do teatro. Porque é pertencimento, porque nós existimos, nós estamos aqui e nós merecemos mostrar a nossa arte e estarmos em lugares incríveis.
*Produção: Rayne Sá
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