Noveleiros
Michele Vaz Pradella: desejos de uma noveleira para 2026
Por menos remakes e mais histórias originais nos próximos meses


Foi-se mais um ano, e que ano! Quem acompanha novelas teve muito assunto pra comentar com a família, amigos e nas redes sociais. Aliás, é cada vez maior o número de telespectadores que acompanha suas tramas favoritas com um olho na TV e outro no celular.
O ano foi marcado, principalmente, pelo remake de Vale Tudo. Manuela Dias enfrentou o desafio de dar nova roupagem a uma das melhores histórias da nossa teledramaturgia, tarefa nada fácil. Como noveleira raiz, só peço que a TV Globo dê um tempo nos remakes. Foram quatro nos últimos cinco anos: Pantanal (2022), Elas por Elas (2023), Renascer (2024) e Vale Tudo. O que não faltam são boas histórias na imaginação dos autores, então, para que refazer o que já deu certo em versões anteriores? Se for pela nostalgia, é muito melhor assistir às originais, disponíveis no Globoplay. A chance de desagradar ao mexer em textos clássicos, como já vimos, é enorme.
Pensei em pedir o fim das continuações de novelas de sucesso, mas lembrei que vem aí a segunda parte de Avenida Brasil (2012), prevista para o início de 2027. Acho muito mais justo manter o FIM do último capítulo, sem prolongar histórias que já finalizaram tão bem. Êta Mundo Melhor!, por exemplo, foi prevista como continuação de Êta Mundo Bom! (2016), mas acaba sendo um espelho de sua antecessora, com poucas variações na história e nos personagens. Aí eu pergunto: o que mais se pode “espremer” da história de Carminha (Adriana Esteves) e Nina (Debora Falabella), sem ficar redundante?
Respiro
Felizmente, o ano começa com histórias originais. Coração Acelerado, sobre o universo sertanejo, estreia dia 12 de janeiro. Em março, Duda Santos volta à telinha em mais uma trama de época: A Nobreza do Amor. E, em maio, Três Graças dá lugar a Quem Ama, Cuida, de Walcyr Carrasco.
Que venha mais emoção na telinha em 2026!