Estreia nesta segunda
"A Nobreza do Amor": conheça a nova novela das seis da TV Globo
Folhetim conecta um reino africano a uma pacata cidade do interior do Nordeste do Brasil

Uma superprodução que conecta um reino africano a uma pacata cidade do interior do Nordeste do Brasil e propõe uma união intercontinental através do amor, do desejo de justiça e do encontro com a ancestralidade. Essa é a trama de A Nobreza do Amor, nova novela das seis da TV Globo.
A fábula afro-brasileira dos anos 1920 estreia nesta segunda-feira (16) mostrando que a distância de um oceano não é empecilho para um encontro de almas. Alika (Duda Santos) e Tonho (Ronald Sotto), uma princesa da África e um trabalhador do Brasil, são protagonistas dessa história que reúne aventura, romance, humor e grandes emoções.
Criada e escrita por Duca Rachid, Júlio Fischer e Elisio Lopes Jr., a novela se passa em dois universos fictícios, distantes geograficamente, mas com fortes entrelaçamentos. De um lado do oceano, Batanga, ex-colônia portuguesa, reino da costa ocidental da África. Do outro, Barro Preto, interior do Rio Grande do Norte, cidade onde litoral e sertão se cruzam.
A história de "A Nobreza do Amor"
Um golpe de Estado em Batanga dá início a essa trama. O ambicioso Jendal, vilão interpretado por Lázaro Ramos, é o responsável por trair e derrubar o rei Cayman II (Welket Bungué), usurpando seu trono, quando vê desmoronar seus planos de ascensão ao poder, que incluíam o casamento arranjado com a princesa Alika e o acordo com os ingleses para a exploração do tungstênio no país.
Na tentativa de escapar da tirania de Jendal, a família real foge, mas rei Cayman acaba se ferindo e, antes de morrer, revela à princesa e à rainha Niara (Erika Januza) o lugar para onde elas deveriam ir: o Brasil.
É lá onde vive Zambi/José (Bukassa Kabengele), o irmão do rei deposto, que, anos antes, renunciou à coroa para se casar com a brasileira Teresa (Ana Cecília Costa). Além do encontro familiar, Barro Preto reserva a Alika o despertar do amor, algo inédito também na vida do jovem Tonho.
Para os autores, A Nobreza do Amor é um convite a revisitar a conexão entre Brasil e África através de personagens que entendem a potência de suas próprias identidades.
— Essa história vai revisitar essa ligação histórica entre a África e o Nordeste do Brasil, explorando essa intersecção de culturas e realidades que nos constituíram como nação — afirma Duca Rachid.
Elisio Lopes Jr. destaca a importância dessa abordagem:
— No meu coração, a novela carrega justamente essa ideia: a possibilidade de reconstruir esse “caminho de volta” e de destacar a realeza que existe em nós, e que nasce de nossa ancestralidade africana. A partir dessa perspectiva, construímos uma fábula que se desenrola tanto no Nordeste quanto na África. São arenas fictícias, uma cidade inventada e um reino criado especialmente para a narrativa, mas ambos profundamente inspirados no caldeirão cultural produzido por séculos de intercâmbio entre esses universos.
Júlio Fischer complementa:
— É uma história que se passa em dois continentes, mas o que acontece numa arena reverbera diretamente na outra, e vice-versa. Essa é uma fábula sobre as identificações entre Brasil e África. Sobre nossa herança africana, que diz respeito a nós, brasileiros, como um todo. Independe da cor, da raça e do credo de cada um.