O "influencer" Lindolfo
Cachorro de Samira, do "BBB 26", ganha "perninha"; entenda quando prótese é indicada
Segundo médica veterinária consultada por Zero Hora, no RS, custos podem variar de R$ 2 a R$ 15 mil


Lindolfo, cachorro da participante do BBB 26 Samira, ganhou uma prótese. O pet, que teve uma pata amputada, "assinou" uma carta com a notícia para a tutora, que segue em confinamento (confira detalhes abaixo).
Desde a participação na casa de vidro, a sister gaúcha fala sobre o desejo de comprar uma prótese para Lindolfo. Segundo a irmã de Samira, Yassmin Sagr, o cachorro estava debilitado quando foi resgatado das ruas. Após consulta veterinária, a família descobriu sobre a necessidade de amputar uma das pernas do animal.
O pet conseguiu se adaptar, mas, conforme Yassmin contou ao gshow, os médicos deixaram um alerta:
— Os veterinários falaram que, futuramente, pode dar um problema na coluna do Lindolfo porque ele acaba fazendo muita força. Foi uma conversa bem séria que os veterinários tiveram com ela. Desde dali, a Samira sempre se preocupou muito com isso.
Quando a prótese para pets é indicada?
Hoje, há diferentes tratamentos que evitam a necessidade de amputação. No entanto, segundo a médica veterinária ortopedista Beatriz Maroneze, o procedimento segue como opção em alguns casos. Por exemplo, em pacientes que tiveram alguma complicação após intervenção cirúrgica, que têm alguma malformação ou que foram diagnosticados com tumor nos ossos.
Após a cirurgia, nem todo cachorro ou gato com membro amputado precisa de prótese. O foco é na melhora da qualidade de vida, como destaca a médica veterinária:
— Quando temos um paciente que é maior, mais pesado, ou paciente idoso, ou que tem algumas outras comorbidades, algumas articulações que doem, ou pacientes com lesões em quadril, a prótese acaba sendo bem-vinda, porque distribui esse peso para ele ter um conforto para caminhar — esclarece.
Pacientes idosos já amputados há longo tempo e adaptados, com boa expectativa de vida, podem não ser o público-alvo, assim como animais agressivos, que não toleram a proximidade para colocar e remover a prótese.
Como é a adaptação?
No perfil de Lindolfo no Instagram, que já soma 176 mil seguidores, a equipe que administra a conta ressaltou que a colocação de prótese não ocorre de um dia para o outro.
"Existe todo um processo por trás: retirada de medidas, produção da prótese, adaptação do corpinho dele e também acompanhamento fisioterapêutico para que ele aprenda a usar com conforto e segurança", afirmou. Não foram especificados em que etapa o pet está ou como será a prótese.
Como detalha a médica veterinária ortopedista Beatriz Maroneze, o primeiro passo é uma avaliação ortopédica para analisar o coto (a extremidade que restou após amputação). Existem próteses externas, que são encaixadas ao coto, e internas, que são conectadas a partir de um pino de titânio implantado dentro do osso. O especialista define qual é a melhor opção.
Após a colocação interna ou externa, o paciente passa por um período de adaptação e fisioterapia, que podem levar de semanas a meses.
— Vai depender do tipo de prótese a ser utilizada. Mas leva de semanas a meses. Tem pacientes que levam mais de seis meses para conseguir se adaptar com o uso — estima a médica veterinária.
O uso da prótese interna depende de o osso "entender" que o implante faz parte do corpo. Por vezes, por conta de uma contaminação óssea ou por dor no coto, a prótese precisa ser removida.
Quanto custa uma prótese para pets?
A especialista explica que há próteses vendidas já prontas, até mesmo via internet, e há as que são feitas de forma personalizada, via impressão 3D. A escolha depende da avaliação veterinária.
No caso do RS, de acordo com ela, a produção costuma ser feita fora do Estado e os valores variam de R$ 2 a R$ 15 mil, a depender da área em que a cirurgia é feita no corpo, do porte do animal e do tipo de prótese.
Zero Hora não localizou ONGs ou projetos sociais no RS com foco em cães com deficiência. No país, uma das iniciativas é do Instituto Cãodeirante, que faz doação de próteses e cadeiras de rodas para animais sem tutores ou com tutores que não têm condições de comprar.