No Rio de Janeiro
Kelly Key denuncia vizinho por ameaça e invasão
Médico tem histórico de violência contra a ex-mulher e ocorrências registradas por moradores do mesmo condomínio

A cantora Kelly Key e o marido, o empresário Mico Freitas, relataram em um vídeo publicado nas redes sociais preocupação com o comportamento de um vizinho em relação à filha, Suzanna Freitas, em um condomínio na zona sudoeste do Rio de Janeiro. Segundo eles, o homem já teria invadido casas, ameaçado moradores e apresentado atitudes consideradas preocupantes, especialmente em relação a mulheres da vizinhança.
De acordo com a cantora, o médico Alexandro Silveira já teria se envolvido em diversos episódios no condomínio e chegou a ser conduzido à delegacia em algumas ocasiões.
— Ele já entrou na casa da vizinha durante a madrugada e já tentou agredir o meu pai com uma barra de ferro. Já foi levado à delegacia inúmeras vezes e também, internado — afirmou Kelly Key em vídeo publicado nas redes sociais na segunda-feira (9).
Ainda segundo o casal, o comportamento do vizinho teria se tornado imprevisível após a combinação de medicamentos psiquiátricos com bebida alcoólica. Eles também afirmam que o homem teria desenvolvido uma fixação por Suzanna.
— Ele tem apresentado comportamentos obsessivos principalmente com as mulheres da minha casa, especialmente com a minha filha. Ontem (domingo) deixou vinho na porta, tocou o interfone, deixou pizza e colocou um pacote de bolacha no muro que divide as casas — relatou a artista.
De acordo com o g1, moradores do condomínio também teriam registrado ocorrências por perturbação do sossego, calúnia e ameaça. Em um dos episódios, segundo relatos, Alexandro teria dito a vizinhos que mantinha um relacionamento com a filha de Kelly Key.
— Ele fica internado alguns meses, assina a saída por conta própria e volta para casa ainda pior. Hoje vive sozinho na casa dele, que é vizinha da nossa — disse.
Diante da situação, Kelly Key e Mico Freitas pediram a intervenção do Ministério Público para que seja avaliada a possibilidade de curatela.
— O apelo é para que o Ministério Público investigue e avalie a nomeação de um curador para ser responsável por ele, porque entendemos que ele não tem condições de responder por si próprio — disse Freitas.
Registros de violência contra ex-mulher
Alexandro Silveira, conhecido no meio médico como Alex Mattarazzo, também foi alvo de denúncias feitas pela ex-mulher em janeiro de 2024. Segundo o relato, o marido teria agredido ela por ciíumes. Os dois estavam juntos havia 26 anos.
Dois meses depois, a mulher procurou novamente a polícia após encontrar uma arma de fogo do médico embaixo do travesseiro dele. Na ocasião, registrou ocorrência por ameaça e afirmou ser vítima de violência psicológica desde o quinto ano de relacionamento. O casal se separou no mês seguinte.
Em 2025, já após o fim da relação, ela voltou à delegacia para relatar novos episódios. Segundo o depoimento, ela e o ex-marido dividiam a administração de uma empresa de estética e frequentavam a mesma igreja evangélica, onde Alexandro atuaria como pastor. A mulher afirmou que o médico teria orientado funcionários da empresa a impedir a sua entrada no prédio. Em março daquele ano, ela relatou ter recebido áudios com ameaças, incluindo frases como: "Se eu te pegar na empresa vou te matar", "Você não vai ter paz".
Após os episódios, ela solicitou o divórcio formal e pediu medidas protetivas de urgência. O caso foi encaminhado ao Ministério Público, que devolveu a investigação à delegacia responsável.