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Tensão aumenta busca por sexo

Quando o mundo parece instável, o corpo procura refúgio no vínculo com o outro

06/03/2026 - 15h52min


Charles Schneider Borges
Charles Schneider Borges
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Reprodução/Reprodução

Nos últimos dias, voltou a circular nas redes sociais a discussão sobre uma possível terceira guerra mundial. Notícias de conflitos, tensões entre países e cenários de incerteza costumam despertar um sentimento coletivo de ansiedade.

Quando a sensação de insegurança aumenta, muita gente passa a buscar mais proximidade emocional — e física. Não é raro que períodos de tensão coletiva, como crises econômicas, pandemias ou guerras, venham acompanhados de um aumento na necessidade de contato, afeto e intimidade. O sexo, para muitas pessoas, acaba funcionando como uma forma de lidar com a ansiedade.

A intimidade física ativa no nosso corpo uma série de respostas biológicas importantes. Durante o contato íntimo, o organismo libera hormônios ligados ao bem-estar, como a ocitocina e a dopamina. Ao mesmo tempo, a atividade sexual pode ajudar a reduzir os níveis de cortisol, um dos principais hormônios ligados ao estresse.

Em outras palavras: quando o mundo parece instável, o corpo procura refúgio no vínculo com o outro.

Por isso, em momentos de tensão coletiva, muitas pessoas sentem mais vontade de abraçar, conversar, dormir juntas ou ter relações sexuais.

Mas vale dizer que essa reação não é igual para todo mundo. Enquanto algumas pessoas sentem aumento do desejo sexual em períodos de tensão, outras experimentam exatamente o oposto.

Absolutamente humanas

No fim das contas, crises globais nos lembram de algo muito simples: por mais complexa que seja a realidade lá fora, o que realmente nos sustenta são os vínculos que criamos aqui dentro – nas relações, nos afetos e na intimidade que compartilhamos.

Porque, entre tantas coisas que nos movem, poucas são tão poderosas como a conexão entre duas pessoas.


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