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No topo das paradas

Com ingressos esgotados, Filipe Ret retorna a Porto Alegre neste sábado e exalta carinho do público gaúcho: “Fãs muito fiéis”

Apresentação no Auditório Araújo Vianna vai reunir sucessos da carreira do rapper e faixas de seus álbuns mais recentes, “Nume” e “Nume – Epílogo”

17/04/2026 - 12h46min


Alexandre Rodrigues
Alexandre Rodrigues
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Hudson Rennan/Divulgação
Rapper Filipe Ret hoje é uma das vozes mais influentes do gênero.

Rapper mais ouvido do Brasil em 2024 e 2025, Filipe Ret volta a Porto Alegre neste sábado (18) para um show no Auditório Araújo Vianna, às 22h, com ingressos já esgotados. O artista traz à Capital a turnê que apresenta os álbuns Nume (2024) e Nume — Epílogo (2025). Para entender melhor os dois trabalhos, concebidos como um “manifesto lírico e filosófico”, vale olhar para a trajetória do cantor.

Nascido e criado no Catete, na zona sul do Rio de Janeiro, Filipe Ret começou na música em 2003, nas batalhas de rima da Lapa. O reconhecimento nacional veio com o segundo álbum, Vivaz (2012), impulsionado por faixas como Neurótico de Guerra e Libertina. Na sequência, lançou Revel (2015), Audaz (2018) e Imaterial (2021), consolidando seu nome entre os principais artistas do hip hop contemporâneo.

Mais do que uma forte presença nas plataformas digitais, Ret também se firmou como empresário, à frente do selo Nadamal Records — promovendo novos artistas e incentivando a inovação musical —, e como uma voz influente do gênero nas redes sociais.

Com a turnê Nume, o artista encerra uma trilogia iniciada em Imaterial. A fase de agora mistura espiritualidade, crítica social, superação e reflexões existenciais, sem abrir mão do tom provocador e poético que marca sua carreira.

— O conceito do nome (Nume, substantivo masculino que se refere a uma divindade, poder celeste ou espírito sobrenatural) parte muito dessa ideia de que o Ret salvou o Felipe, sabe? De que essa força do Ret acabou sendo também uma força que ajuda muita gente a seguir em frente, a atravessar dificuldades, fases complicadas da vida. É uma mensagem que chega o tempo todo pra mim, de fãs que se identificam, que se fortalecem com a música. Então, tem muito disso de despertar esse potencial divino dentro de cada um, de reconhecer essa força interna — explica o rapper, contando como o conceito ganha forma no palco:

— O show busca justamente trazer esse impacto. A gente constrói isso com imagem, com música, com a energia do momento. E também tenta contemplar algumas faixas antigas, porque tem muito fã que ainda vai por causa dessas músicas, dessa história que a gente construiu ao longo do tempo.

Hudson Rennan/Divulgação
Começou na música em 2003, nas batalhas de rima da Lapa.

Público cativo

Trazer a turnê ao Rio Grande do Sul tem um significado especial. O Estado tem forte tradição no rap e no hip hop — Porto Alegre abriga, inclusive, o Museu da Cultura Hip Hop RS, o primeiro da América Latina dedicado ao movimento.

Sobre a ligação com público gaúcho, Ret faz questão de frisar: 

— Eu vou para Porto Alegre há muitos anos, já deve ter mais de 10 anos que a gente faz show aí. Sempre foram apresentações importantes, com fãs muito fiéis. Eu lembro de sair de um show lá no (Bar) Opinião e falar: “Mano, o bagulho tá muito sinistro, tá muito grande. Que isso?”. E a gente ali, numa euforia, depois de ter feito o Opinião. Aquilo foi uma virada de chave pra gente. Então é um público que abraça muito, que me acompanha há muito tempo.


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