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Gisele Bündchen fala da saudade do RS: "Toda a minha família mora aí e, se eu pudesse, também moraria"

Na correria e sob constante exposição nas redes sociais, a modelo também afirma sentir falta da vida no anonimato

06/05/2026 - 09h39min


Zero Hora
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@gisele Instagram/Reprodução
Gisele Bündchen cresceu em Horizontina, no interior do Rio Grande do Sul.

Morando nos Estados Unidos desde os 16 anos, Gisele Bündchen, hoje com 45, falou, em entrevista à revista Marie Claire, sobre a saudade que sente do Brasil e da infância no Rio Grande do Sul. 

Nascida e criada em Horizontina, ela relembrou uma rotina simples, "de pé descalço, subindo em árvore e colhendo as frutas que queria". Aos 14 anos, no entanto, mudou-se para São Paulo para dar início à carreira de modelo.

— Toda a minha família mora aí e, se eu pudesse, também moraria. O Brasil está no meu coração e eu o levo comigo para onde vou — afirma.

Mais de 30 anos após deixar o Brasil, Gisele se consolidou como um dos maiores nomes da indústria da moda e vive nos Estados Unidos desde 1997. Ainda assim, a modelo jamais se afastou de suas raízes brasileiras:

Sou brasileira e com muita honra. O brasileiro tem um espírito muito livre, natural e autêntico. Temos a música no corpo, o sambinha, está no nosso sangue — disse.

Gisele também relembrou o início precoce da carreira, que trouxe impactos para sua saúde física e mental, como um ataque de pânico aos 20 anos. A gaúcha contou que escreveu diários entre os 14 e os 18 anos como forma de se "observar, processar o que estava acontecendo e evoluir". Hoje, mantém esse cuidado por meio da meditação e do contato com a natureza.

— Já fiz vídeo sobre respiração alternada pelas narinas, já falei sobre botar o pé na grama, sentir a natureza. Descarregar essa energia. Tem muita coisa maravilhosa para ser vivida. — destaca.

Junto com esses hábitos, a gaúcha começou a se dedicar mais o autocuidado ao tratar seu corpo como "um templo":

— Aos 23, comecei a jornada de ter meu corpo como templo. Hoje, não bebo álcool nem café e sinto a diferença. Dormir também é muito importante para mim. Se você não carregar o aparelho, não vai ter bateria. Minhas escolhas não são um sacrifício. Quem vai colher os benefícios sou eu. Hoje, aos 45, eu me sinto melhor e mais forte do que aos 20. — compara.

Além do cuidado com o corpo, Gisele também preserva a vida pessoal, mantendo uma presença discreta na internet e sendo seletiva sobre o que escolhe "dividir" com seus mais de 23 milhões de seguidores nas redes sociais.

— As pessoas estão focadas demais em se mostrar. Se tem algo que  quero dividir, paro e o faço, mas não vou viver minha vida para isso. Depois dos 40, você não quer provar mais nada pra ninguém. — falou.

Com tantos estímulos por dia ocasionados pela rotina e a exposição nas redes sociais, ela afirma sente falta de uma realidade de anos atrás:

— Tenho saudade do telefone com fio, de deixar recado, de escrever num papelzinho, sair na rua e ninguém te achar. Era tão libertador. Ser constantemente estimulado faz mal para nosso sistema nervoso.

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