Noveleiros
Michele Vaz Pradella: homens tóxicos são a sina das mulheres de "Coração Acelerado"
João Raul (Filipe Bragança) e Alaorzinho (Daniel de Oliveira) têm muita coisa em comum


As mulheres de Coração Acelerado não dão mesmo sorte no amor. Está certo que a sofrência é o combustível do sertanejo, mas Agrado (Isadora Cruz) e sua mãe Janete (Letícia Spiller) teriam repertório para uma vida inteira só usando como base as decepções com seus ex.
A sofrência de Janete vem de longa data. Mais de 20 anos atrás, quando era noiva de Alaorzinho (Daniel de Oliveira), ela penava com as crises de ciúme do rapaz, que era contra o sonho da amada de ser cantora. Já naquela época, ela deveria ter visto isso como um sinal de que o romance não tinha futuro. Arrisco dizer que as armações de Zilá (Leandra Leal) para separar o casal foram um verdadeiro livramento para Janete.
Agrado parece ter herdado o dedo podre da mãe, e nem todo o amor que sentia por João Raul (Filipe Bragança) resistiu à possessividade do rapaz. O Mozão não aceitava que a namorada fizesse carreira solo, achando que ela deveria se dedicar ao projeto conjunto dos dois. A gota d’água foi quando o cantor viu uma foto de Agrado beijando Leandro, e não adiantou a jovem dizer que aquilo havia acontecido bem antes de eles se conhecerem, João não acreditou e colocou um ponto final no romance. Vendido como “mocinho”, João Raul não passa de um homem tóxico e egoísta, e sinceramente, merecia ficar sozinho.
Aliás, a música de abertura de Coração Acelerado, cantada por Ana Castela, resume perfeitamente a sina de Agrado e Janete: “Ele falou pra eu escolher entre o rodeio e o amor, olha onde eu tô, olha onde eu tô...”
Semana agitada

Os capítulos mais recentes da trama das sete mostraram sequências impactantes. O ajuste de contas entre as irmãs Janete e Zilá, culminando na vilã enfim desmascarada, renderam ótimas cenas. Leandra Leal e Letícia Spiller entregaram tudo!