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No Dia da Literatura Brasileira, confira três livros nacionais que você precisa ler

Premiadas e elogiadas pela crítica, obras dão orgulho de ser brasileiro

01/05/2026 - 08h00min


Michele Vaz Pradella
Michele Vaz Pradella
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Divulgação

Além do Dia do Trabalhador, 1º de maio celebra também o Dia da Literatura Brasileira, data escolhida por ser o dia do nascimento de José de Alencar (1829-1877), maior escritor do Romantismo. E a produção brazuca contemporânea mantém a qualidade e a força dos velhos tempos.


"É SEMPRE A HORA DA NOSSA MORTE AMÉM" (MARIANA SALOMÃO CARRARA)

Nós/Divulgação

Quando a idosa Aurora é encontrada na beira de uma estrada, descalça e desmemoriada, chamando por uma tal de Camila, começa um jorro de memórias, que o leitor não consegue saber se são reais ou inventadas. Aurora sabe que teve uma filha, ou que não teve; lembra mais da infância com a mãe relapsa do que de situações recentes; Camila pode ser a melhor amiga de infância, ou a filha que perdeu precocemente, ou ambas. Nesse jogo de versões conflitantes, a autora nos guia por uma trama rica em lirismo e afetos. Recomendo ainda Se Deus me Chamar Não Vou, igualmente visceral. (Nós, R$ 63,08*)


"SUÍTE TÓQUIO" (GIOVANA MADALOSSO)

Todavia/Divulgação

Eleito um dos livros mais notáveis de 2025 pelo jornal New York Times, aqui tempos uma história de invisibilidade, abandono e escolhas erradas. Maju, babá da pequena Cora, um dia resolve levar a menina embora, mas os pais, egocêntricos, demoram a perceber o que ocorreu, tão afundados estavam em suas questões pessoais e profissionais. Uma história que parece simples, mas que vai descortinando as camadas mais profundas das relações humanas. (Todavia, R$ 56,22*)


"ASSIM NA TERRA COMO EMBAIXO DA TERRA" (ANA PAULA MAIA)

Record/Divulgação

Indicada ao International Booker Prize, principal prêmio literário britânico, a autora constrói aqui um universo árido e claustrofóbico, onde matar ou morrer são as únicas opções. Em uma colônia penal isolada, extermínios dos condenados são rotina, e as vítimas são perseguidas como se fossem animais em uma caçada. Numa terra sem lei, a única solução parece ser fugir, e conformar-se com o destino trágico não é mais uma opção. Dinâmico e cheio de reviravoltas, é o tipo de livro que só largamos quando acaba. (Record, R$ 49,92*)


* Preço médio




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