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Entrevista 

“O trap e o rap viraram as vozes da nossa geração”, diz Veigh que se apresenta em Porto Alegre nesta noite

O cantor se apresenta hoje no Auditório Araújo Vianna em mais um show da turnê do seu álbum Eu Venci o Mundo. 

22/05/2026 - 12h23min


Gabriel Vieira*
Gabriel Vieira*
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Duda Fortes/Agencia RBS
O cantor foi uma das atrações do Planeta Atlântida deste ano

Um dos maiores nomes da cena trap do Brasil, Veigh desembarca mais uma vez em Porto Alegre para apresentar um dos últimos shows da turnê do álbum Eu Venci o Mundo. O cantor alcançou o topo do Spotify no ano passado com o hit Artista Genérico, que somou mais de 1 milhão de reproduções em apenas 24 horas. 

Com letras sobre sucesso e fama, ele colocou 15 das 16 faixas do disco no Top 50 da plataforma de streaming. Com mais de 4 bilhões de reproduções nas plataformas digitais, o artista também levantou o público gaúcho no Planeta Atlântida deste ano.



Assim como outros nomes da música, Veigh, que lançou sua primeira canção aos 17 anos, encara uma rotina intensa de shows e lançamentos. Ele conta o que faz para manter o equilíbrio e a cabeça no lugar:

– Eu tento manter os pés no chão e preservar os momentos que me fazem bem no meio da correria. Para relaxar a mente, minha diversão acaba sendo ir pro estúdio sem pressão nenhuma de criar, ouvir um som ou ficar na resenha.

Em entrevista ao Diário Gaúcho, Veigh fala sobre carreira, a cena do trap e os planos para o futuro. Além disso, também comenta sua relação com a Copa do Mundo e o futebol. O cantor participa da música oficial da Seleção Brasileira, Bate no Peito, ao lado de Ludmilla, João Gomes e outros nomes.


A receptividade do público com Eu Venci o Mundo foi bem grande. O que você acha que fez a galera curtir tanto?  

Acredito que foi porque eu fiz música verdadeira e a galera acabou se identificando com as histórias que eu conto. Esse projeto fala das conquistas de quem veio de baixo, mas também das nossas lutas internas que ninguém vê. Quando você trabalha de forma consistente e passa a sua verdade, o público reconhece e abraça de um jeito muito forte.


Mais ou menos um ano depois, você já está finalizando essa era. E pro futuro? Já tem planos? 

Agora, no dia 3 de junho, nós vamos gravar o DVD EVOM – A Última Dança em São Paulo, que é a nossa forma de eternizar a energia dessa turnê e fechar o ciclo do álbum do jeito certo. No restante do ano, eu quero continuar fazendo música, expandindo a Supernova (coletivo com cantores de trap e rap liderado pelo artista) e criando projetos cada vez maiores. Acho que hoje eu penso muito em evolução, tanto artística quanto na estrutura de tudo que a gente constrói.


Duda Fortes/Agencia RBS
Veigh é um dos maiores nomes da cena do Trap e do Rap nacional


Nos últimos tempos, o Brasil tem tido um crescimento da cena trap. O que você acha sobre esse momento da música?  

O rap já mostrou o tamanho da força que tem. Hoje a gente vê os artistas lotando show, quebrando recorde, movimentando moda, comportamento, publicidade… Então, não tem mais como tratar isso como algo passageiro. O trap e o rap viraram uma das principais vozes da nossa geração porque falam de realidade, de vivência, de sonho. É cultura e uma ferramenta que muda a vida de muita gente.


Você está em Bate no Peito, trilha oficial da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo. Qual a sua relação com o futebol? 

Eu sempre fui muito conectado com futebol. Quando era mais novo, já tive muito esse sonho de ser jogador também, então o esporte sempre esteve presente na minha vida. Agora, poder fazer parte da música oficial da CBF é uma realização muito grande, porque mistura duas coisas que fazem parte da minha história: música e futebol. Representar o Brasil dessa forma, torcer pelo nosso país e estar conectado com esse momento é algo muito especial pra mim.


Que recado você deixa para o público que vai te assistir aqui em Porto Alegre?

Quero que todo mundo cole pra viver esse momento junto comigo. A energia do show é sempre muito especial, então espero que a galera de Porto Alegre cante, curta e faça parte disso comigo do começo ao fim. Vai ser uma noite pra ficar na memória.


*Com orientação e supervisão do jornalista Alexandre Rodrigues


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