De volta a Porto Alegre
"Cada detalhe foi pensado para as pessoas viverem os capítulos da nossa história juntos", diz Luan Santana sobre show no Beira-Rio
Artista se apresenta neste sábado, às 20h, em espetáculo que revive diferentes fases de sua trajetória musical no palco


Tem artista que faz show. E tem artista que transforma a própria trajetória em espetáculo. Logo mais, neste sábado (6), o Estádio Beira-Rio recebe Luan Santana com a turnê Registro Histórico, projeto que celebra os 18 anos de uma carreira repleta de sucessos, multidões e momentos marcantes. A abertura dos portões ocorre às 16h, e a apresentação está prevista para começar às 20h. Os ingressos podem ser adquiridos pelo site Guichê Web.
Após passar por Cuiabá, São Paulo, Belo Horizonte e Rio de Janeiro, o cantor desembarca em Porto Alegre levando ao palco uma verdadeira viagem por diferentes capítulos de sua história. Mas o espetáculo vai além da música. Com uma estrutura grandiosa, passarela em formato de "S", painéis de LED de última geração, efeitos visuais e figurinos que remetem a diferentes fases da carreira, o show foi pensado para transformar lembranças em cenas e canções em capítulos de uma história contada diante do público.
No repertório, não vão faltar hits que embalaram gerações de fãs, como Meteoro da Paixão, Você Não Sabe o Que É Amor, Escreve Aí, Garotas Não Merecem Chorar, Te Vivo e Dia, Lugar e Hora.
— Com Registro Histórico, fico lembrando de todas as viagens e turnês que fizemos. Digo fizemos porque é um trabalho de equipe, com o reconhecimento dos fãs. São 18 anos de estrada, nos quais viajamos o país e o mundo com a música, com sonhos e com o propósito de levar o melhor para o público. Este projeto simboliza a minha arte em audiovisual, em mais de 40 músicas, e ainda tem muito mais por vir. Agora, vamos levar essa história, de forma plena, para o palco, em uma turnê de grandes proporções — afirma Luan.
Em conversa com GZH, Luan falou sobre as lembranças que guarda da Capital, a relação com os fãs que acompanham sua caminhada desde os primeiros passos e os bastidores de um projeto que une tecnologia, emoção e memória para contar sua história de um jeito diferente. Leia os principais trechos da entrevista:
O espetáculo tem uma estrutura gigantesca e uma narrativa visual muito forte. Em que momento tu percebeu que Registro Histórico precisava ser mais do que um simples show?
Acho que isso aconteceu quando eu comecei a olhar pra trás e perceber tudo o que vivi nesses 18 anos de carreira. Eu entendi que não dava mais pra subir no palco só pra cantar as músicas… Eu precisava contar uma história. Registro Histórico nasceu justamente dessa vontade de transformar emoções, fases da minha vida e da vida dos fãs em uma experiência completa. Cada detalhe foi pensado pra fazer as pessoas sentirem que estão vivendo um capítulo da nossa história juntos.

A turnê mexe muito com a memória afetiva. Em Porto Alegre, existe alguma lembrança especial de shows ou de fãs que te marcou ao longo desses 18 anos?
Porto Alegre sempre me recebeu de um jeito muito especial. Já vivi momentos muito emocionantes aí, de olhar pra plateia e ver famílias inteiras que cresceram comigo. Tem fãs que acompanham minha carreira desde Meteoro e hoje levam filhos pros shows. Isso mexe muito comigo porque mostra que a música atravessa gerações e cria laços reais.

Tu fala muito sobre trabalho em equipe nesse projeto. Em um momento tão grandioso da carreira, o que mais aprendeu sobre dividir sonhos com quem está contigo nos bastidores?
Aprendi que ninguém constrói algo grandioso sozinho. Hoje eu valorizo ainda mais cada pessoa que tá comigo na estrada, desde os músicos até quem trabalha longe dos holofotes. Registro Histórico só existe porque tem muita gente sonhando junto comigo. E quando todo mundo acredita na mesma emoção, o resultado ganha verdade. Acho que o maior aprendizado foi entender que dividir sonhos também multiplica força.
Hoje eu valorizo ainda mais cada pessoa que tá comigo na estrada, desde os músicos até quem trabalha longe dos holofotes. (...) Acho que o maior aprendizado foi entender que dividir sonhos também multiplica força.
LUAN SANTANA
Em vários momentos do show, os fãs acabam se enxergando nas letras e nas fases da tua carreira. Tu sente que esse projeto também é uma homenagem à trajetória deles contigo?
Totalmente. Esse projeto é tão deles quanto meu. Cada música acaba virando trilha sonora de momentos importantes da vida das pessoas: primeiro amor, saudade, superação, felicidade… Então, quando eu canto essas músicas no palco, eu sei que não estou contando só a minha história. Estou revivendo histórias de milhares de fãs também. Registro Histórico é uma homenagem a essa caminhada que construímos juntos ao longo desses anos.
Quando eu canto essas músicas no palco, eu sei que não estou contando só a minha história. Estou revivendo histórias de milhares de fãs também
LUAN SANTANA
Tu já viveu muitas transformações da música brasileira ao longo da tua trajetória. O que tu acredita que te mantém tão conectado com diferentes gerações?
Acho que é a verdade. Eu sempre procurei cantar aquilo que eu realmente sinto e viver cada fase sem perder minha essência. A música muda, o mercado muda, mas emoção nunca sai de moda. Também gosto de estar atento ao novo, aprender, experimentar, conversar com artistas de diferentes estilos… mas sem deixar de ser o Luan lá do começo. Acho que essa mistura entre evolução e autenticidade é o que mantém essa conexão viva com tanta gente.