Noveleiros
Michele Vaz Pradella: duas figuras paternas acolhedoras... e um pai que parece inimigo
Nas novelas atuais, há personagens que estão sempre de braços abertos para quem precisar


No fim de semana do Dia dos Pais, homenageamos aquela figura que nos guia pela mão, dá bons exemplos e dá aquele abraço quando o mundo parece pesado demais. Laços paternais não são, necessariamente, aqueles firmados com os genitores. A Nobreza do Amor tem dois personagens que são fundamentais nas vidas do casal protagonista.

Para a princesa Alika (Duda Santos), perder o pai durante a fuga de Batanga foi um duro golpe. Mas, ao chegar em Barro Preto, a jovem foi recebida de braços abertos pelo tio, José (Bukassa Kabengele), aliado, amigo e conselheiro para todas as horas. Ao acolher a sobrinha e a cunhada em sua casa, o engenheiro pôs a si mesmo em risco, mas mesmo assim está firme no propósito de ajudar a família a tirar Jendal (Lázaro Ramos) do poder.
Tonho (Ronald Sotto) também perdeu o pai muito cedo, mas vê no padrinho Casemiro (Cássio Gabus Mendes) um exemplo a ser seguido, pilar de dignidade e caráter. Da mesma forma, o Coronel enxerga no afilhado seu sucessor, o que enfurece e enche de ciúmes o herdeiro legítimo, Mirinho (Nicolas Prattes). Cada vez mais decepcionado com o filho, Casemiro mantém em Tonho suas esperanças de tocar o engenho da melhor forma.
Na contramão

Ter o mesmo sangue não é sinônimo de afinidade, é o que vem mostrando a novela Quem Ama Cuida. Se Pedro (Chay Suede) mantém a ética profissional e pessoal, está sempre disposto a ajudar quem precisa e esbanja empatia, o mesmo não se pode dizer de seu pai. Não bastasse a corrupção, as artimanhas duvidosas e a compra de testemunhas, Ademir (Dan Stulbach) é um canalha também como pessoa física. O escandaloso caso de assédio contra suas ex-secretárias escancara um lado ainda mais podre do vilão. Mais uma vez, Pedro se coloca do lado oposto, preparado para derrubar o homem a quem tanto admirou no passado.