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Estrelas da Periferia

Rodrigo Pehl em busca de um novo começo na música

Cantor mineiro radicado no Rio Grande do Sul grava primeiro DVD em Goiânia

25/08/2026 - 05h00min

Atualizada em: 25/08/2026 - 05h00min


Emily Barcellos
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Cris March / Amauri Teixeira/Divulgação
Com mais de duas décadas de trajetória, artista consolida identidade no sertanejo

Aos 12 anos, ainda sem saber o que significava viver de música, Rodrigo Pehl sabia que era no palco que queria estar. Natural de Três Corações, Minas Gerais, encontrou no Rio Grande do Sul o lugar onde construiria sua vida e sua carreira. Há cerca de 15 anos no litoral norte gaúcho, construiu amizades, família, público e uma trajetória artística que não nasceu de grandes estruturas ou portas abertas pela indústria. 

Em 2026, Rodrigo gravou em Goiânia seu primeiro DVD, Do Jeito que Eu Gosto, que marca sua estreia em uma nova fase solo e simboliza a tentativa de transformar a experiência acumulada de mais de duas décadas na estrada em uma identidade cada vez mais própria dentro do sertanejo. A obra já está disponível no perfil de YouTube do artista.

A escolha da cidade não foi por acaso. Se Rodrigo construiu sua história longe dos grandes centros da indústria musical, decidiu levar seu novo projeto justamente para um dos lugares que se tornaram referência do gênero. 

– Goiânia tem uma importância muito grande para a música sertaneja. É uma cidade que respira esse gênero e onde estão grandes profissionais que ajudaram a transformar o sertanejo no que ele é hoje. E esse projeto também ganhou um significado especial pela participação do Matheuzinho Soares, que está na produção e na direção musical. Ele é diretor musical de Gusttavo Lima e tem uma experiência enorme dentro do sertanejo – explica.  

Rodrigo passou por diferentes bandas do Rio Grande do Sul e alcançou um dos momentos mais marcantes da carreira com a Miramar Show, com a qual conquistou um Disco de Ouro. Foram experiências que ajudaram a formar o artista que aprendeu a entender o palco como lugar de troca. 


“Cantor Oficial das Farrinhas” 

Para Rodrigo, cantar nunca pareceu ser uma atividade solitária. É dessa relação com o público que surgiu outro nome que passou a acompanhá-lo: “Cantor Oficial das Farrinhas”. O apelido, segundo ele, nasceu a partir dos shows e da proximidade com quem estava do outro lado do palco

– Eu gosto de festa, gosto de gente, gosto de estar perto do público e fazer aquele tipo de show em que ninguém fica parado.


A parte que ninguém vê 

Mas existe uma distância considerável entre a imagem do cantor que chega ao palco e a pessoa que precisou percorrer a estrada para chegar até ali. Rodrigo conhece essa distância. 

O público vê o palco, mas não o que acontece por trás dele: a estrada, os equipamentos, os ensaios, a divulgação, a organização, a preocupação financeira e o cansaço

E existe ainda uma exigência particular da profissão: estar disposto a entregar alegria mesmo nos dias em que ela não está disponível: 

– O artista aprende a sorrir e entregar alegria, porque quem está na frente do palco não tem culpa dos problemas que estão acontecendo atrás dele. 

Talvez seja essa uma das contradições mais silenciosas da profissão: transformar a própria vida em combustível para tornar a noite de outras pessoas mais leve. Foi assim que Rodrigo construiu sua carreira. Degrau por degrau, como define, muitas vezes tocando para poucas pessoas e fazendo cada oportunidade valer a pena.  


*Com orientação e supervisão de Michele Vaz Pradella


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