Arapuca para o Tricolor
Cacalo: Previsão


Passei uma semana inteira, ou talvez mais tempo, escrevendo, modestamente, aqui na coluna e falando no Sala de Redação que não deveríamos levar em consideração aquele jogo contra o Palmeiras pela Brasileirão. Especialmente pela avaliação que fiz da forma como o Palmeiras jogou.
Em todo esse período, fiz referências específicas e genéricas ao trabalho de conscientização e o alto poder de comunicação que Luiz Felipe Scolari tinha, e tem, com seus comandados. Sem esquecer sua capacidade de estrategista, visando a obter o resultado que interessava. Tudo por conhece-lo e ter convivido com ele por quatro anos.
Com toda a certeza, disse e escrevi que Felipão prepararia determinado tipo de arapuca para o Tricolor. Tínhamos que estar devidamente preparados para enfrentá-lo e superá-lo. Foi o que se viu no jogo.
Faltou o nove
Por mania antiga que tenho, em determinado momento da partida, diante da dificuldade que o Grêmio tinha para chegar à vitória, comecei a desejar que a partida terminasse empatada. Aliás, como fiz e desejei ao longo de muito tempo enquanto dirigente. Empatar sempre é melhor do que perder.
Não deu outra, a ânsia de vencer a qualquer custo desarticulou alguns setores do time. Em duas jogadas, o Palmeiras marcou duas vezes. O empate seria uma boa leitura do jogo. Mas não dá para desmerecer, pelo contrário, o mérito de Felipão e do Palmeiras, que jogou de acordo com as possibilidades que tinha. Ao Grêmio, faltou o centroavante e o entrosamento entre os dois atacantes.