Paixão Tricolor
Cacalo: Erros humanos


Continuam as elevadas repercussões acerca dos constantes erros de arbitragem neste Brasileirão. E as curiosidades que cercam as escolhas dos árbitros também estão chamando a atenção, mesmo que elas decorram de sorteios.
Para exemplificar uma dessas curiosidades, lembro que recebi uma informação de um esportista atento: nos últimos dez jogos do Fluminense, não houve arbitragem de nenhum juiz com escudo da Fifa no uniforme.
E porque a estranheza de quem me passou a informação? Haviam trabalhado nesses jogos árbitros em busca de afirmação, de serem promovidos pelos seus chefes para integrar o quadro Fifa ou para ser aspirantes. Eles dependem de aprovação dessas chefias para ascender.
Árbitro Fifa
Mais uma vez, curiosamente depois que houve uma grita nacional contra erros de arbitragem, a CBF escala, para o jogo contra o Grêmio um árbitro Fifa, indesejado pelo Grêmio.
Considerando que estou filiado à corrente de que árbitros são humanos, os erros são coincidências e ocorrem para e contra todos, apenas lamento que esses erros humanos, como escrevi na coluna de ontem, possam estar decidindo campeonatos.
Ou o erro do árbitro Márcio Rezende de Freitas em 2005, naquele pênalti do goleiro Fábio Costa, do Corinthians, sobre Paulo César Tinga, que aleijou o Inter do título nacional, também não teria sido humano?