

Confesso que me surpreendi com as fortes manifestações do presidente Fábio Koff sobre a situação negocial e jurídica que circundam o empreendimento Arena. Confesso também que não me detive no contrato entre o Grêmio e a construtora OAS porque havia muitas minúcias para serem debatidas, à época. E foram no dizer daqueles que acompanharam de perto a condução da matéria.
Inclusive, para tanto houve formação de várias comissões no Conselho do Grêmio. E eu fui um daqueles que se valeram da opinião favorável daquelas comissões que aprovaram o negócio, depois levado ao pleno do Conselho Deliberativo.
Esclarecimentos
Sempre houve poucas opiniões contrárias. No entanto, o presidente Koff manifestou reiteradamente sua contrariedade ao negócio em si. A partir de um determinado momento, todos deixamos de inquirir a desvantagem ou os benefícios do negócio, na medida em que era fato consumado e a Arena crescia e se tornava uma obra extraordinária.
Pois, agora, dois dias antes de sua posse, com a Arena enfeitando Porto Alegre, o presidente traz à baila novamente o assunto que movimenta os bastidores tricolores. Penso que os gremistas, de um modo geral, não só os conselheiros e os associados, precisam ser reabastecidos sobre a matéria. Há esclarecimentos, que pareciam enterrados a serem prestados. O Grêmio é muito grande.