Grêmio



Paixão Tricolor

Cacalo: Triste despedida

03/12/2012 - 07h41min

Atualizada em: 03/12/2012 - 07h41min


Cacalo Silveira Martins
Cacalo Silveira Martins
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O meu pranto repetido durante todo jogo de ontem teve quase nada a ver com a própria partida em si. Foi empate, o Inter foi bravo, mereceu o resultado e deve ser cumprimentado e respeitado por isso. Mas, particularmente, para mim, o resultado do Gre-Nal que fechou o Brasileirão pouco importou.

Cada vez que eu ficava de costas para o campo, procurando observar os mais longínquos cantinhos do Estádio Olímpico, as lágrimas corriam pelo rosto. Que saudade vou ter daquela arquibancada, daquelas cadeiras cativas, daquela casamata, daqueles camarotes, daquelas goleiras onde muitas vezes comemoramos gols feitos e lamentamos gols errados.

Corações

Esse meu sentimento de extraordinária e incomparável tristeza com certeza tomou conta de todos os corações e foi emocionante quando o telão começou a mostrar imagens do Olímpico ao final do jogo, e todos aplaudimos. Foi um palco sagrado que será perenizado nos corações de todos nós. Quando vai cair a ficha eu não sei, mas pelo resto das nossas vidas conviveremos com esse sentimento de perda irreparável.

Quando a imagem do telão chegou à Arena, não havia quem não chorasse no Olímpico. Foi demais, não pensei que passaria por uma emoção como essa. Nunca imaginei que veria 40 mil pessoas aos prantos. Resta a esperança da Libertadores e uma dor eterna para quem viu o Olímpico nascer, viver e aos poucos deixar de existir.


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