Paixão Tricolor
Cacalo: Arena gremista

Política da terra arrasada não é comigo, e essa história de que a Arena é um campo neutro é balela de quem não acompanhou o jogo entre Grêmio e Fluminense, quarta-feira. No primeiro tempo, o time jogou mal, e a torcida estava apática. Mas isso acontecia no Olímpico também.
Na segunda etapa, diante da dificuldade de garantir o empate com um homem a menos, não teve quem ficou sentado, todos incentivando e gritando durante 45 minutos.
O problema é que cada gremista que entra na Arena passa por situações de constrangimento que dificultam a concentração no espetáculo. E isso não acontecia no Olímpico.
Constrangimento
Em pouco tempo de casa nova já passei por situações constrangedoras e presenciei muitas outras.
Na decisão da pré-Libertadores, fui revistada de uma maneira grosseira, apertada e tratada como uma criminosa. Contra o Cerâmica, fui acusada de "depredar o patrimônio do Grêmio" ao encostar o pé no encosto da cadeira em frente à minha.
Quanto a outros torcedores, vi gente ter suas bandeiras arrancadas e jogadas no chão. Bolsas foram reviradas sem o menor cuidado. Muitos também foram tratados como criminosos por apenas querer ver um jogo de futebol.
Não pode tirar a camisa. Não pode ficar em pé. Não pode encostar o pé na cadeira. Construíram um estádio de futebol ou uma igreja, afinal de contas?