Paixão Tricolor
Cacalo: Caprichos do futebol
Leia a coluna do Diário Gaúcho na íntegra


Assistindo aquele jogo entre Atlético-MG e Newell's, pela semifinal da Libertadores, lembrei-me, de imediato, e isso aconteceu com muitas pessoas com as quais conversei, daquela histórica partida do Grêmio no final do Brasileirão de 1996.
De cara, o Tricolor marcou com Paulo Nunes, aos quatro ou cinco minutos. Depois, não fez grande partida porque os jogadores estavam extenuados pela temporada de quase uma centena de jogos.
Faltando poucos minutos para o encerramento, por força da camisa, da história, da trajetória, do moral e da qualidade técnica, o Grêmio marcou com Ailton e comemorou o título. Era um tempo em que perder era proibido para os gremistas.
Cuca
Pois o Atlético-MG, sem jogar bem, não teve nenhuma outra chance de marcar, fez seu gol também no final e levou a decisão para os pênaltis, quando venceu e vai disputar o título da Libertadores.
No entanto, foi um resultado injusto para os argentinos, que sempre tiveram controle da partida e não mereceram perder.
Mas o futebol é, por demais, caprichoso. Quem erra, paga a conta, na grande maioria das vezes. O melhor jogador em campo, nas duas partidas dessa semifinal, foi o argentino Maxi Rodriguez, exatamente, aquele que errou o pênalti decisivo, numa grande defesa de Victor. Mas o que vale é o resultado, jogando bem ou mal. O técnico Cuca, a quem conheço muito bem, anda merecendo uma conquista desse nível.