Grêmio



Paixão Tricolor

Cacalo: Torcida dupla

01/08/2013 - 09h02min

Atualizada em: 01/08/2013 - 09h02min


Cacalo Silveira Martins
Cacalo Silveira Martins
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Preliminarmente, há que se dizer que o Gre-Nal é a festa do futebol gaúcho e, como tal, deveria ser tratada. Jamais deve ser tratado como caso de polícia. Acostumei-me, desde criança, e isso faz tempo, de ir aos Gre-Nais, tanto no Olímpico quanto nos Eucaliptos - sou antigo mesmo - e no Beira Rio.

Foram raras, para não dizer raríssimas, as desavenças entre as torcidas da Dupla. Íamos juntos, colorados e gremistas, e a flauta saudável corria solta depois do jogo porque também voltávamos juntos.

A partir de determinado momento, as torcidas passaram a ter necessidade de acompanhamento policial para chegar ao estádio adversário. O que já é uma anormalidade.

Chega de guerra

Para este clássico, a decisão equivocada de torcida única foi revista. Não havia outro caminho. As torcidas têm o inalienável direito de assistir aos seus times do coração nos dois estádios. Mesmo que uma delas tenha maior número, o que é razoável.
Não vejo outra saída que não seja todos os envolvidos fora de campo, sem exceção, permitirem que apenas e tão somente aqueles que estarão dentro do campo de jogo façam valer a sua melhor qualidade vencendo o clássico.

Os protagonistas são os jogadores. Eles são os artistas. A obrigação de todos nós, que estaremos assistindo, é proporcionar ao mundo esportivo um exemplo de paz, civilidade e boa convivência. Não só neste clássico, mas em todos daqui para a frente. Chega de guerra.


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