Paixão Tricolor
Cacalo: Pé no balde no Estádio do Zequinha
Fiquei apavorado quando vi as bolhas nos pés do lateral-direito Tinga, do Grêmio. Herança do calor sufocante que fez no jogo desse domingo, no gramado artificial do Zequinha. Não pode! Me desculpem, mas não pode! O futebol atual não permite mais que situações como essa aconteçam.
Podem ocorrer lesões de diversas formas e maneiras enquanto rola a bola. No entanto, essa era previsível que acontecesse. E foi permitido. Se a temperatura que vinha de cima já era elevada, perto de 40ºC, a vinda de baixo era desumana. Talvez pior só sentando em um formigueiro. É preciso mudar! Transferir horários, locais, encontrar
uma possibilidade que não tire a alegria e a segurança de um espetáculo como o futebol.
Chega disso!
Jogos como o de domingo acabam se tornando até monótonos. São 300 paradas pra beber água, pés em baldes de gelo à beira do campo, bolhas que castigam os jogadores, comentarista que desmaia... Chega! Inúmeras reuniões mobilizam as direções da Federação Gaúcha de Futebol, diretores dos clubes e, quando chega a hora de começar o campeonato, o que se vê é isso! Não dá para aceitar que esse tipo de situação se repita a cada nova temporada!
Quero futebol jogado, não parado; suado, não desidratado; quero futebol na grama natural, não na artificial; quero bola que role e não só que quique; quero bola na rede e não pé no balde!
