Paixão tricolor
Cacalo: Roger e a identidade
Leia a coluna do Diário Gaúcho na íntegra


Fiquei muito triste com a notícia de que Roger Machado, ex-lateral de primeira qualidade, jogador de alto nível e cidadão fora de série, está deixando o Grêmio. Posso me manifestar à vontade, porque o conheço desde que tinha 16 anos, quando, na minha gestão no departamento de futebol, foi alçado diretamente da categoria juvenil para o profissional, sem cumprir a etapa dos juniores.
E não preciso dizer da sua capacidade, pois conquistou pelo Grêmio inúmeros títulos importantes. Homem íntegro e de alto nível, preparou-se para dar seguimento na sua atividade, depois de encerrar a carreira de jogador. Fez cursos, soube esperar o momento de ascender na profissão, submeteu-se a ser auxiliar por mais de um período, recebendo esse ensinamento como se fosse um estágio.
Ideias
Desde criança atuando pelo Grêmio, deu preferência ao clube que o lançou e ao qual deu e recebeu muitas alegrias. Não saberia dizer se ele está pronto para assumir um time profissional, pois o tenho acompanhado à distância. Mas que fosse valorizado dentro do clube que o criou, isso não tenho dúvida de que deveria acontecer.
Preocupam-me algumas ideias implantadas no futebol do Grêmio, inclusive na base, apesar da absoluta boa fé de quem as decide. Podem ser absolutamente corretas. E o equívoco poderá estar comigo, reconheço. Mas, talvez, o tempo que estou fora poderá me ajudar a entender que o clube atualmente tem outra identidade.